Quem é o cliente e onde o tablet era usado?
O cliente é uma empresa do setor de energia elétrica com unidades de atendimento presencial ao público. Em uma dessas unidades, um tablet corporativo ficava disponível para uso dos clientes. O nome da empresa não é divulgado, e as informações deste case são dados do projeto, de 2025.
O tablet já estava inscrito em uma plataforma de MDM (Mobile Device Management, gestão de dispositivos móveis), com políticas aplicadas antes do incidente. Esse detalhe decidiu o desfecho.
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passos de resposta executados sobre um ambiente já gerenciado (dados do projeto)
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comandos remotos, bloqueio e apagamento, sem recuperar o equipamento (dados do projeto)
O que está em risco quando um tablet corporativo é furtado?
O equipamento é a perda menor. O risco maior está no que ele acessa: contas, aplicativos, dados de clientes e a possibilidade de reutilização indevida. Aparelhos de atendimento ficam ao alcance do público por natureza. O guia sobre MDM para tablets, PDV e coletores detalha como configurar esse tipo de uso.
O problema é amplo. Em 2025, o Brasil registrou 483.561 furtos e 308.723 roubos de celular, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, julho de 2026). Tablets não aparecem separados na estatística, mas a lógica de exposição é a mesma.
Como foi a resposta ao tablet furtado?
Quando a equipe percebeu a ausência do tablet, ele já havia saído da unidade. A resposta seguiu seis passos, todos apoiados no ambiente gerenciado:
Identificação: o aparelho foi localizado no inventário e relacionado à unidade e ao uso.
Consulta: a equipe analisou o último contato, o histórico disponível e o estado de gerenciamento.
Bloqueio remoto: o comando restringiu o uso do tablet sem necessidade de recuperá-lo.
Apagamento remoto: o wipe previsto para aparelho corporativo foi executado, com restauração via MDM.
Evidência: dados de localização e horário apoiaram o boletim de ocorrência e o registro interno.
Revisão: o caso passou a servir de referência para revisar políticas do restante do parque.
O histórico registrado indicou que o equipamento chegou a um endereço ligado a uma assistência técnica. Localizar não bastava: a prioridade foi proteger o ambiente corporativo.
A capacidade de resposta foi preparada antes do furto. Inscrição, políticas, conectividade e procedimento já existiam quando o aparelho desapareceu.
Como a MOBIT faz
Neste projeto, a MOBIT implantou o MDM, configurou as políticas, inscreveu os dispositivos e apoiou a operação do ambiente. Por isso, quando o tablet sumiu, havia inventário, política aplicada e um procedimento para seguir, não uma busca por informação.
Quais foram os resultados?
Os resultados são dados do projeto:
- o acesso ao tablet foi bloqueado remotamente, sem recuperação física do equipamento;
- os dados foram apagados por comando remoto;
- o histórico de localização e horário apoiou o boletim de ocorrência;
- segundo os registros do projeto, não foi identificado vazamento de dados.
O resultado não garante que todo aparelho furtado será localizado ou recuperado. Ele mostra que uma política preparada amplia as opções de resposta e reduz a dependência da recuperação física.
Se um tablet da sua empresa sumisse agora, ele receberia o comando de bloqueio?
Vale testar antes do incidente.
Quais são os limites do bloqueio remoto e o que diz a LGPD?
O bloqueio remoto depende de o aparelho estar inscrito, com política aplicada, e de voltar a se comunicar com a plataforma. Sem rede, o comando fica pendente.
Limites técnicos
Localização, bloqueio e apagamento variam conforme sistema operacional, modo de gerenciamento, permissões, conectividade e estado do equipamento. Em aparelhos totalmente gerenciados, a especificação do Android Enterprise prevê bloqueio e apagamento remotos e a proteção contra redefinição de fábrica (FRP, Factory Reset Protection), criada para impedir que pessoas não autorizadas restaurem o aparelho. O uso de localização também exige finalidade e transparência, tema do guia de rastreamento GPS e LGPD.
Atenção: o histórico de localização não equivale a rastreamento contínuo em tempo real, e um comando enviado só vira ação concluída quando o aparelho se conecta.
Obrigações legais
Furto não significa, por si, vazamento. A LGPD exige medidas de segurança (art. 46) e a comunicação à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e aos titulares do incidente que possa acarretar risco ou dano relevante (art. 48). Bloqueio, apagamento e registros reduzem a exposição e documentam as medidas adotadas. A decisão sobre comunicar deve envolver segurança, privacidade e jurídico.
O que outras empresas podem aprender com este case?
A lição principal: o pior momento para descobrir que uma política não estava configurada é depois que o aparelho some.
Inscreva antes de entregar: aparelho sem inscrição não recebe comando nenhum.
Teste bloqueio e apagamento por sistema operacional e modo de gestão, antes de precisar deles.
Mantenha o inventário com contexto: responsável, unidade, linha móvel e finalidade de cada aparelho.
Diferencie comando enviado de concluído: só o registro de execução vale como evidência.
Revise o parque após cada incidente e comunique o resultado sem promessas absolutas.
Como o MOBVISION participa
O MDM aplica políticas e comandos. O MOBVISION, plataforma da MOBIT de gestão e inteligência de recursos corporativos, relaciona cada aparelho à unidade, ao centro de custo, à linha móvel, ao responsável, ao termo de responsabilidade e à etapa do ciclo de vida. É o contexto que diz de quem era o aparelho e o que repor.
O roteiro completo de resposta está no guia de celular corporativo perdido ou roubado, e as diferenças entre comandos, em wipe remoto, bloqueio e inventário.
Como a MOBIT atua
A MOBIT trabalha com plataformas parceiras, com a Pulsus como principal parceira, além de Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl, e gerencia mais de 7.000 dispositivos. Conheça o serviço de gestão de dispositivos da MOBIT.
Como a MOBIT faz
Em modelo gerenciado, a MOBIT apoia a identificação do aparelho, executa os procedimentos autorizados pelo cliente, registra as evidências, repõe o equipamento já configurado e revisa as políticas após o incidente, com linha móvel, logística e assistência técnica no mesmo ponto de contato.
A MOBIT também atende
- Assistência técnica corporativa: reparo ou substituição do aparelho perdido ou danificado.
- MDM na locação: aparelhos locados que já chegam gerenciados.
- Gestão de ativos de TI: inventário com responsável, unidade e ciclo de vida.
Perguntas frequentes
O MDM consegue localizar qualquer tablet furtado? ▼
Todo furto de dispositivo precisa ser comunicado à ANPD? ▼
Licença de MDM basta para responder a um furto? ▼
Qual a diferença entre bloqueio remoto e apagamento remoto? ▼
Fontes
- Google for Developers: Fully managed device (Android Enterprise) (consultado em 21/10/2026)
- Fórum Brasileiro de Segurança Pública: 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (lançado em 23/07/2026)
- Lei 13.709/2018 (LGPD), arts. 46 e 48 (publicada em 14/08/2018; consultado em 21/10/2026)
- Pulsus: site oficial (consultado em 22/10/2026)
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Sobre o autor
Marcelo Izidoro é CEO e cofundador da MOBIT, empresa de tecnologia para operações corporativas com mais de nove anos em Telecom, conectividade e mobilidade corporativa. A MOBIT é parceira Google Android Enterprise Silver, revendedora habilitada Android Zero-Touch e gerencia mais de 7.000 dispositivos.




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