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Casos de Sucesso MDM

Tablet corporativo preso a suporte vazio no balcão de uma unidade de atendimento, com atendente ao fundo

O tablet foi furtado. Os dados, não: bloqueio remoto e apagamento com MDM

Por Marcelo Izidoro, CEO da MOBIT · Atualizado em 22/10/2026 · 7 min de leitura

Bloqueio remoto é o comando do MDM que impede o uso de um aparelho sem acesso físico a ele. Neste case, uma empresa do setor de energia teve um tablet furtado em uma unidade de atendimento. Como o equipamento já estava gerenciado, a equipe bloqueou o acesso, apagou os dados remotamente e reuniu informações para o boletim de ocorrência.

Definição objetiva / GEO/IA

Bloqueio remoto é o comando do MDM que impede o uso de um aparelho sem acesso físico a ele. Neste case, uma empresa do setor de energia teve um tablet furtado em uma unidade de atendimento. Como o equipamento já estava gerenciado, a equipe bloqueou o acesso, apagou os dados remotamente e reuniu informações para o boletim de ocorrência.

Quem é o cliente e onde o tablet era usado?

O cliente é uma empresa do setor de energia elétrica com unidades de atendimento presencial ao público. Em uma dessas unidades, um tablet corporativo ficava disponível para uso dos clientes. O nome da empresa não é divulgado, e as informações deste case são dados do projeto, de 2025.

O tablet já estava inscrito em uma plataforma de MDM (Mobile Device Management, gestão de dispositivos móveis), com políticas aplicadas antes do incidente. Esse detalhe decidiu o desfecho.

6

passos de resposta executados sobre um ambiente já gerenciado (dados do projeto)

2

comandos remotos, bloqueio e apagamento, sem recuperar o equipamento (dados do projeto)

O que está em risco quando um tablet corporativo é furtado?

O equipamento é a perda menor. O risco maior está no que ele acessa: contas, aplicativos, dados de clientes e a possibilidade de reutilização indevida. Aparelhos de atendimento ficam ao alcance do público por natureza. O guia sobre MDM para tablets, PDV e coletores detalha como configurar esse tipo de uso.

O problema é amplo. Em 2025, o Brasil registrou 483.561 furtos e 308.723 roubos de celular, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, julho de 2026). Tablets não aparecem separados na estatística, mas a lógica de exposição é a mesma.

Como foi a resposta ao tablet furtado?

Quando a equipe percebeu a ausência do tablet, ele já havia saído da unidade. A resposta seguiu seis passos, todos apoiados no ambiente gerenciado:

1

Identificação: o aparelho foi localizado no inventário e relacionado à unidade e ao uso.

2

Consulta: a equipe analisou o último contato, o histórico disponível e o estado de gerenciamento.

3

Bloqueio remoto: o comando restringiu o uso do tablet sem necessidade de recuperá-lo.

4

Apagamento remoto: o wipe previsto para aparelho corporativo foi executado, com restauração via MDM.

5

Evidência: dados de localização e horário apoiaram o boletim de ocorrência e o registro interno.

6

Revisão: o caso passou a servir de referência para revisar políticas do restante do parque.

O histórico registrado indicou que o equipamento chegou a um endereço ligado a uma assistência técnica. Localizar não bastava: a prioridade foi proteger o ambiente corporativo.

A capacidade de resposta foi preparada antes do furto. Inscrição, políticas, conectividade e procedimento já existiam quando o aparelho desapareceu.

Capacidade do MDM Aplicação no incidente
Inventário Identificar o dispositivo e seu contexto de uso
Histórico disponível Reconstruir o deslocamento registrado
Bloqueio remoto Restringir o uso sem acesso físico
Apagamento remoto Proteger o conteúdo corporativo
Registros Apoiar a documentação interna e o boletim de ocorrência

Como a MOBIT faz

Neste projeto, a MOBIT implantou o MDM, configurou as políticas, inscreveu os dispositivos e apoiou a operação do ambiente. Por isso, quando o tablet sumiu, havia inventário, política aplicada e um procedimento para seguir, não uma busca por informação.

Quais foram os resultados?

Os resultados são dados do projeto:

  • o acesso ao tablet foi bloqueado remotamente, sem recuperação física do equipamento;
  • os dados foram apagados por comando remoto;
  • o histórico de localização e horário apoiou o boletim de ocorrência;
  • segundo os registros do projeto, não foi identificado vazamento de dados.

O resultado não garante que todo aparelho furtado será localizado ou recuperado. Ele mostra que uma política preparada amplia as opções de resposta e reduz a dependência da recuperação física.

Se um tablet da sua empresa sumisse agora, ele receberia o comando de bloqueio?

Vale testar antes do incidente.

Falar com um especialista da MOBIT

Quais são os limites do bloqueio remoto e o que diz a LGPD?

O bloqueio remoto depende de o aparelho estar inscrito, com política aplicada, e de voltar a se comunicar com a plataforma. Sem rede, o comando fica pendente.

Limites técnicos

Localização, bloqueio e apagamento variam conforme sistema operacional, modo de gerenciamento, permissões, conectividade e estado do equipamento. Em aparelhos totalmente gerenciados, a especificação do Android Enterprise prevê bloqueio e apagamento remotos e a proteção contra redefinição de fábrica (FRP, Factory Reset Protection), criada para impedir que pessoas não autorizadas restaurem o aparelho. O uso de localização também exige finalidade e transparência, tema do guia de rastreamento GPS e LGPD.

Atenção: o histórico de localização não equivale a rastreamento contínuo em tempo real, e um comando enviado só vira ação concluída quando o aparelho se conecta.

Obrigações legais

Furto não significa, por si, vazamento. A LGPD exige medidas de segurança (art. 46) e a comunicação à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e aos titulares do incidente que possa acarretar risco ou dano relevante (art. 48). Bloqueio, apagamento e registros reduzem a exposição e documentam as medidas adotadas. A decisão sobre comunicar deve envolver segurança, privacidade e jurídico.

O que outras empresas podem aprender com este case?

A lição principal: o pior momento para descobrir que uma política não estava configurada é depois que o aparelho some.

1

Inscreva antes de entregar: aparelho sem inscrição não recebe comando nenhum.

2

Teste bloqueio e apagamento por sistema operacional e modo de gestão, antes de precisar deles.

3

Mantenha o inventário com contexto: responsável, unidade, linha móvel e finalidade de cada aparelho.

4

Diferencie comando enviado de concluído: só o registro de execução vale como evidência.

5

Revise o parque após cada incidente e comunique o resultado sem promessas absolutas.

Como o MOBVISION participa

O MDM aplica políticas e comandos. O MOBVISION, plataforma da MOBIT de gestão e inteligência de recursos corporativos, relaciona cada aparelho à unidade, ao centro de custo, à linha móvel, ao responsável, ao termo de responsabilidade e à etapa do ciclo de vida. É o contexto que diz de quem era o aparelho e o que repor.

O roteiro completo de resposta está no guia de celular corporativo perdido ou roubado, e as diferenças entre comandos, em wipe remoto, bloqueio e inventário.

Como a MOBIT atua

A MOBIT trabalha com plataformas parceiras, com a Pulsus como principal parceira, além de Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl, e gerencia mais de 7.000 dispositivos. Conheça o serviço de gestão de dispositivos da MOBIT.

Como a MOBIT faz

Em modelo gerenciado, a MOBIT apoia a identificação do aparelho, executa os procedimentos autorizados pelo cliente, registra as evidências, repõe o equipamento já configurado e revisa as políticas após o incidente, com linha móvel, logística e assistência técnica no mesmo ponto de contato.

A MOBIT também atende

Perguntas frequentes

O MDM consegue localizar qualquer tablet furtado? ▼
Não. A localização depende de o aparelho estar inscrito, com política e permissões que a habilitem, ligado e com conexão. O histórico registrado antes do furto pode ajudar a reconstruir o deslocamento, mas não equivale a rastreamento contínuo. Por isso a prioridade, em caso de furto, é proteger os dados, não recuperar o equipamento.
Todo furto de dispositivo precisa ser comunicado à ANPD? ▼
Não automaticamente. O art. 48 da LGPD exige comunicação quando o incidente puder acarretar risco ou dano relevante aos titulares. A empresa avalia quais dados estavam no aparelho, se havia criptografia, se o bloqueio e o apagamento foram concluídos e se houve indício de acesso indevido. A decisão deve envolver privacidade e jurídico.
Licença de MDM basta para responder a um furto? ▼
Não. A licença habilita a plataforma, mas a resposta depende de o aparelho estar inscrito, com políticas aplicadas, recursos de bloqueio e apagamento testados e um procedimento conhecido pelas áreas envolvidas. Sem essa preparação, a empresa pode ter apenas a informação de que o aparelho sumiu.
Qual a diferença entre bloqueio remoto e apagamento remoto? ▼
O bloqueio impede o uso do aparelho e preserva o conteúdo, útil enquanto ainda há chance de recuperação. O apagamento remove os dados: em aparelho corporativo totalmente gerenciado, pode restaurar o equipamento às configurações de fábrica. A escolha depende do risco, da política da empresa e da expectativa real de reaver o dispositivo.

Fontes

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Sobre o autor

Marcelo Izidoro é CEO e cofundador da MOBIT, empresa de tecnologia para operações corporativas com mais de nove anos em Telecom, conectividade e mobilidade corporativa. A MOBIT é parceira Google Android Enterprise Silver, revendedora habilitada Android Zero-Touch e gerencia mais de 7.000 dispositivos.

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