O gerente de relacionamento aprova uma operação pelo celular. O corretor parceiro faz a proposta de seguro num tablet na casa do cliente. O analista acessa o ambiente de produção a partir de casa. Em todos os casos, um dispositivo fora do escritório toca dado financeiro e sistema regulado. O MDM para instituições financeiras (Mobile Device Management, gestão de dispositivos móveis) é a camada que transforma esses aparelhos em ativos conhecidos, autorizados e auditáveis. A base conceitual está no guia o que é MDM.
O que os reguladores exigem e onde entram os dispositivos?
As normas de segurança cibernética do sistema financeiro e de seguros exigem política formal, controles mínimos, rastreabilidade e gestão de incidentes. Desde as alterações de dezembro de 2025, as normas do Banco Central citam expressamente dispositivos autorizados.
A 4.893 também exige que a política seja aprovada pelo conselho de administração, ou pela diretoria na falta dele, e um relatório anual com data-base em 31 de dezembro, apresentado até 31 de março. A SUSEP discute em 2026 ajustes pontuais na Circular 638; confirme a redação vigente antes de citar artigos em documentos internos.
Atenção: nenhuma plataforma de MDM garante conformidade com essas normas. O MDM aplica controles e gera evidências sobre dispositivos; a conformidade depende da política aprovada, dos processos e da avaliação de riscos, compliance e auditoria.
Quais aparelhos entram no escopo do MDM para instituições financeiras?
Todo aparelho que acessa a rede corporativa, sistemas internos ou dados de clientes, seja da instituição, do colaborador ou de um parceiro.
Gerente de relacionamento
Celular corporativo com CRM, e-mail e aprovação de operações, usado fora da agência.
Correspondente ou corretor em campo
Tablet ou celular de originação e proposta, muitas vezes de um parceiro e não de um empregado.
Ponto de atendimento
Tablet compartilhado em agência, quiosque ou estande de benefícios, usado por vários atendentes.
Analista em trabalho remoto
Notebook com acesso a ambientes internos, sujeito a autenticação multifator e conformidade.
62%
das violações tiveram elemento humano (Verizon DBIR 2026)
40%
a mais de cliques em simulações de phishing por voz e SMS do que por e-mail (Verizon DBIR 2026, mediana)
R$ 7,44 mi
custo médio de uma violação de dados no Brasil (IBM Cost of a Data Breach 2026)
O dado da IBM, divulgado em 15/10/2026, considera violações no Brasil entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Para equipes que atendem clientes pelo celular, o dado da Verizon sobre phishing por voz e SMS é o mais relevante.
Como provar que só aparelhos autorizados acessam a rede e os sistemas?
Com três peças conectadas: inventário de aparelhos inscritos no MDM, política de conformidade e acesso condicionado a essa conformidade. Aparelho fora do inventário não entra.
No ecossistema Microsoft, uma política de acesso condicional do Entra ID pode exigir que o dispositivo esteja marcado como em conformidade com as regras do Intune para acessar recursos. O log de auditoria do Intune registra criações, alterações, atribuições e ações remotas, com o autor de cada uma, e não pode ser desativado, segundo a Microsoft. Esse histórico conversa com a exigência de trilhas de auditoria e rastreabilidade das normas.
- Inventário de aparelhos autorizados, com responsável e área.
- Criptografia, bloqueio de tela e versão mínima de sistema operacional exigidos.
- Acesso condicionado a aparelho em conformidade e autenticação multifator fora da rede interna.
- Atualizações de sistema e aplicativos aplicadas em prazo definido pela política.
- Registro de comandos de bloqueio, retirada e apagamento.
Como a MOBIT faz
A MOBIT traduz a política de segurança cibernética aprovada pela instituição em configurações de MDM por grupo de usuários e monta, com a área de segurança, o relatório de evidências sobre dispositivos usado em auditorias internas e no relatório anual.
A curadoria de plataformas considera primeiro segurança e disponibilidade: Pulsus, principal parceira da MOBIT, Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl, com ambientes mistos quando o parque pede.
Sua instituição já mapeou quais aparelhos acessam a rede corporativa depois da Resolução CMN 5.274?
Um diagnóstico levanta o parque e as lacunas de controle.
Correspondentes e corretores em campo: quem gerencia o aparelho de quem não é empregado?
A instituição define o padrão e o contrato com o parceiro diz como ele será cumprido. As duas saídas usuais são fornecer aparelho gerenciado ou exigir perfil de trabalho no aparelho do parceiro.
A Resolução CMN 4.893/2021 já tratava de prestadores de serviços que manuseiam dados sensíveis, e a alteração de 2025 pede revisão periódica das permissões de acesso, especialmente do pessoal de terceiros. Com aparelho corporativo totalmente gerenciado, a instituição controla o equipamento inteiro. Com perfil de trabalho, controla só os aplicativos e dados da operação, o que facilita a adesão do parceiro. Os modelos estão comparados em BYOD, COPE e COBO.
Parceiro desligado precisa perder o acesso no mesmo dia: o comando de retirada remove os dados da instituição do aparelho, e o registro prova que isso aconteceu.
O que fazer quando some um aparelho com dados financeiros?
Bloquear, avaliar, apagar quando não houver recuperação e acionar o plano de resposta a incidentes. Os prazos de comunicação variam conforme o regulador e o tipo de dado.
Bloqueio imediato: o colaborador avisa, a TI bloqueia o aparelho e suspende as credenciais.
Avaliação: segurança verifica dado local, criptografia e últimos acessos.
Apagamento: sem recuperação provável, o comando é enviado e executado quando o aparelho se conectar.
Comunicação: jurídico e DPO avaliam comunicação à SUSEP, quando aplicável, e à ANPD e aos titulares, se houver risco ou dano relevante (LGPD, art. 48).
Registro: o incidente entra no registro exigido pela norma do regulador e pela Resolução CD/ANPD nº 15/2024, que pede guarda por no mínimo cinco anos.
O roteiro completo está no guia sobre celular corporativo perdido ou roubado, e a visão geral da lei em LGPD e dispositivos móveis corporativos.
Como a MOBIT faz
A MOBIT opera o Service Desk que recebe o aviso de perda, executa bloqueio e apagamento na plataforma, registra os comandos e repõe o aparelho já configurado, para que o gerente ou corretor volte a atender rapidamente.
Aparelhos (smartphones, tablets, iPads e notebooks), em venda ou locação, e linhas móveis de todas as operadoras em uma única conta ficam no mesmo contrato.
Diferencial MOBIT
A MOBIT é parceira Google Android Enterprise Silver e revendedora habilitada Android Zero-Touch: aparelhos Android chegam registrados e entram na gestão no primeiro uso, sem etapa manual em que o aparelho fique fora da política.
Como organizar inventário, termos e evidências para auditoria?
Relacionando cada aparelho ao responsável, ao termo de responsabilidade, à linha móvel e à área. Na auditoria, a pergunta raramente é técnica: é quem tinha o quê, desde quando e com qual autorização.
Como o MOBVISION participa
O MDM registra o estado e os comandos de cada aparelho; o MOBVISION, plataforma da MOBIT de gestão e inteligência de recursos corporativos, relaciona aparelho, linha móvel, licença, termo de responsabilidade, colaborador ou parceiro, centro de custo e etapa do ciclo de vida, incluindo o desligamento de colaboradores (recolhimento do aparelho, bloqueio da linha móvel e remoção dos acessos). A integração com MDM, RH e sistemas internos é definida no projeto. Veja a gestão de ativos de TI com o MOBVISION.
O que o MDM resolve no setor financeiro e o que a MOBIT entrega?
Como a MOBIT atua
A MOBIT atende empresas do setor financeiro, de seguros e de benefícios com MDM em plataformas parceiras e gerencia mais de 7.000 dispositivos. Não é uma empresa de cibersegurança: atua na camada de dispositivos, integrada à política definida pela área de segurança da instituição.
A contratação pode ser só a licença, licença com implantação, serviço gerenciado ou serviço sobre a licença que a instituição já tem. Critérios no guia como contratar MDM, comparação de plataformas em como escolher plataforma de MDM e oferta na página de gestão de dispositivos da MOBIT.
A MOBIT também atende
- iPhone corporativo: aparelhos Apple para gestores e áreas de relacionamento.
- Onboarding e offboarding de telecom: linhas móveis e aparelhos no ritmo de admissões e desligamentos.
- eSIM corporativo: gestão de chips sem troca física, com controle da linha móvel.
- Service Desk: atendimento com registro de cada chamado e comando.
Perguntas frequentes
O MDM garante conformidade com a Resolução CMN 4.893/2021? +
Fintech instituição de pagamento segue qual norma? +
Correspondente ou corretor parceiro deve usar aparelho gerenciado? +
Qual o prazo para comunicar incidente com aparelho perdido? +
Fontes
- Banco Central do Brasil: Resolução CMN nº 4.893, de 26/02/2021 (texto oficial) (consultada em 22/10/2026)
- Banco Central do Brasil: Resolução CMN nº 5.274, de 18/12/2025 (texto oficial) (publicada no DOU em 22/12/2025, consultada em 22/10/2026)
- Banco Central do Brasil: Voto CMN 88/2025, proposta de alteração da Resolução CMN 4.893/2021 (18/12/2025)
- Banco Central do Brasil: Resolução BCB nº 85, de 08/04/2021 (texto oficial) (publicada no DOU em 12/04/2021, consultada em 22/10/2026)
- Banco Central do Brasil: Resolução BCB nº 448, de 18/12/2025 (texto oficial) (publicada no DOU em 22/12/2025, consultada em 22/10/2026)
- Circular SUSEP nº 638, de 27/07/2021 (texto integral) (publicada no DOU em 03/08/2021, consultada em 22/10/2026)
- Lei 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (consultada em 22/10/2026)
- Resolução CD/ANPD nº 15/2024, Regulamento de Comunicação de Incidente de Segurança (publicada em 24/04/2024, consultada em 22/10/2026)
- Verizon 2026 Data Breach Investigations Report: Executive Summary (2026, consultado em 22/10/2026)
- Microsoft Learn: Require device compliance with Conditional Access (consultado em 22/10/2026)
- Microsoft Learn: Audit changes and events in Microsoft Intune (consultado em 22/10/2026)
- Pulsus, site oficial (consultado em 22/10/2026)
Sua instituição consegue listar hoje todos os aparelhos autorizados a acessar a rede corporativa?
Levantamos o parque, comparamos com a política aprovada e indicamos as lacunas de controle em dispositivos.




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