O que significa o fim do suporte do Windows 10 para a empresa?
O fim do suporte do Windows 10 significa que, desde 14/10/2025, a Microsoft deixou de publicar atualizações de segurança gratuitas, correções e suporte técnico para o sistema, segundo a Microsoft. O computador continua ligando e funcionando. O que muda é que cada falha descoberta a partir dessa data fica aberta nos equipamentos sem cobertura paga.
O risco é prático. O Verizon DBIR 2026 aponta a exploração de vulnerabilidades como o principal vetor de acesso inicial, em 31% das violações analisadas entre outubro de 2024 e novembro de 2025. Um notebook corporativo sem correções costuma guardar e-mail, arquivos, acesso ao ERP e senhas salvas no navegador.
A decisão não é única para o parque. Cada computador cabe em um de três caminhos: migrar para o Windows 11, estender a cobertura com o ESU ou substituir o equipamento.
Quantos computadores ainda usam Windows 10 no Brasil?
24,17%
das versões de Windows em desktops no Brasil eram Windows 10 em set/2026 (StatCounter)
US$ 61
por dispositivo no 1º ano do ESU comercial, valor que dobra a cada ano (Microsoft)
10/10/2028
fim definitivo do ESU comercial (Microsoft)
Em setembro de 2026, o Windows 10 respondia por 24,17% das versões de Windows em desktops no Brasil, contra 75,61% do Windows 11, segundo o StatCounter. É praticamente um em cada quatro computadores com Windows.
A medição tem limites que precisam ser ditos. O StatCounter mede pelo tráfego web em sites que usam sua ferramenta, inclui computadores domésticos e não separa empresas. O número indica que a migração está longe de terminar, mas não substitui o inventário da sua empresa.
Na prática, o dado que importa é interno: quantos computadores ainda estão no Windows 10, quais atendem aos requisitos do Windows 11 e quais dependem de um software que ainda não foi homologado.
Como funciona o ESU comercial do Windows 10?
O ESU (Extended Security Updates, atualizações estendidas de segurança) é um programa pago que mantém as atualizações de segurança por até três anos após o fim do suporte. Ele não inclui novos recursos nem suporte técnico geral.
As condições da modalidade comercial, segundo a documentação do ESU e o ciclo de vida da Microsoft:
- Preço: US$ 61 por dispositivo no primeiro ano. O valor dobra a cada ano seguinte, por no máximo três anos.
- Cumulativo: quem entra no segundo ano paga também o primeiro. Não há compra de períodos parciais.
- Prazos: o primeiro ano terminou em 13/10/2026, o segundo termina em 12/10/2027 e o terceiro em 10/10/2028.
- Edições: Enterprise, Education e Pro em uso comercial. As versões LTSC não são cobertas pelo programa.
- Pré-requisitos: Windows 10 versão 22H2 com a atualização KB5066791 ou posterior e o pacote de preparação de licenciamento KB5072653, segundo o guia de ativação.
- Ativação: por chave de ativação múltipla (MAK), online, por telefone ou pela ferramenta VAMT para lotes sem internet.
- Nuvem: máquinas virtuais Windows 10 no Windows 365, no Azure Virtual Desktop e em máquinas virtuais do Azure, entre outros serviços listados, têm ESU sem custo adicional.
Atenção: em outubro de 2026, o ESU já está no segundo ano. Para quem ainda não aderiu, a conta inclui o ano já vencido.
O ESU funciona como ponte para equipamentos presos a um software legado, não como destino.
Quais computadores podem migrar para o Windows 11?
A migração depende do hardware. Os requisitos mínimos do Windows 11, segundo a Microsoft, são:
- Processador compatível de 64 bits, com 1 GHz ou mais e dois ou mais núcleos.
- Memória de 4 GB ou mais.
- Armazenamento de 64 GB ou mais.
- Firmware UEFI com capacidade de Inicialização Segura (Secure Boot).
- TPM (Trusted Platform Module, módulo de plataforma confiável) versão 2.0.
- Placa de vídeo compatível com DirectX 12 ou posterior e driver WDDM 2.0.
- Tela de alta definição (720p), de 9 polegadas ou mais e 8 bits por canal de cor.
Para atualizar diretamente, o computador precisa estar no Windows 10 versão 2004 ou posterior, com a atualização de segurança de 14/09/2021 ou mais recente. O TPM 2.0 e a lista de processadores compatíveis costumam ser o que barra equipamentos mais antigos.
Atender ao mínimo não garante boa experiência. Antes de migrar, teste os aplicativos críticos, como ERP, VPN (rede privada virtual), certificados, drivers de impressora e agentes de segurança, em um grupo piloto.
Migrar, estender ou substituir: como decidir por computador?
A decisão é feita equipamento a equipamento, a partir do inventário. Na maioria das empresas, o resultado é uma combinação dos três caminhos.
Na substituição, a escolha entre compra e locação é financeira e deve olhar o TCO (custo total de propriedade), que soma aquisição, preparação, suporte e descarte. A locação vira despesa mensal e inclui a renovação ao fim do contrato. A compra faz sentido quando a empresa prefere ativo próprio.
Como a MOBIT faz
Classifica cada computador pelo inventário entre migrar, estender ou substituir. Para a substituição, fornece aparelhos (smartphones, tablets, iPads e notebooks), em venda ou locação: os notebooks chegam com Windows 11, inscritos na plataforma de gestão e com as políticas de atualização aplicadas.
Qual o papel do UEM, do Intune e do Autopilot na migração?
Uma plataforma de UEM (Unified Endpoint Management, gestão unificada de endpoints) é o que transforma a migração de projeto manual em processo controlado. Ela levanta versão, hardware e última comunicação de cada máquina e aplica as políticas de atualização em grupos. A mesma plataforma pode gerenciar smartphones, tablets e, conforme o fornecedor, coletores de dados, impressoras móveis e dispositivos dedicados. O guia sobre o que é MDM mostra como essa gestão se estende de celulares a computadores.
Microsoft Intune
A política de atualização de recursos do Intune pode oferecer o Windows 11 a computadores com Windows 10, porque a Microsoft trata essa passagem como caminho de atualização suportado. A política nunca rebaixa a versão e respeita os bloqueios de proteção que a Microsoft aplica quando há problema conhecido de compatibilidade. Relatórios do Intune mostram o estado de cada aparelho.
O Windows Autopatch automatiza a liberação em anéis sequenciais e está disponível, segundo a Microsoft, para licenças Business Premium, A3 ou superior, E3 ou superior e F3.
Windows Autopilot
O Windows Autopilot é, segundo a Microsoft, um conjunto de tecnologias para configurar e preparar computadores novos para uso produtivo, sem recriar a imagem do sistema. Ele também redefine um computador para um novo usuário. O Autopilot não converte o Windows 10 em Windows 11. Seu papel é acelerar a entrega dos equipamentos substitutos. A inscrição automática no Intune exige Microsoft Entra ID P1 ou P2.
Outras plataformas parceiras
A Pulsus, principal parceira da MOBIT em MDM, suporta Android, iOS, macOS, ChromeOS e Windows e permite a instalação em massa do agente Windows via Active Directory e GPO em computadores com Windows 10 e 11, o que coloca o parque sob inventário antes da migração. A escolha da plataforma depende do licenciamento existente e do resto do parque, como explica o guia para escolher a plataforma de MDM. A política de atualização que vem depois da migração está no artigo sobre atualização de sistema operacional em escala.
Diferencial MOBIT
A MOBIT selecionou as principais plataformas do mercado, Pulsus, Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl, avaliando primeiro segurança e disponibilidade, por tipo de uso e por segmento. Ambientes mistos são possíveis: Pulsus nos celulares de campo e Intune nos notebooks, por exemplo, com a MOBIT operando tudo por um único ponto de contato.
Ainda não sabe quantos computadores estão no Windows 10?
O inventário é o primeiro passo de qualquer caminho.
Como planejar a migração em ondas?
Um plano em ondas reduz o risco de parar a operação e distribui o esforço da TI. As etapas abaixo servem de roteiro.
Inventariar: liste cada computador com versão do Windows, processador, memória, TPM, data de compra e usuário.
Classificar: separe o que migra, o que precisa de ESU por um período e o que será substituído.
Testar: valide os aplicativos críticos em um grupo piloto antes de ampliar.
Executar em ondas: avance por área ou unidade, fora dos horários de pico, com critério para interromper.
Apagar antes de descartar: os computadores retirados guardam dados pessoais. A LGPD, no art. 46, exige medidas de segurança para protegê-los, o que inclui apagamento seguro com registro. O guia de wipe remoto, bloqueio e inventário detalha essas funções.
Manter sob gestão: com os computadores inscritos, a próxima atualização deixa de ser projeto e vira rotina.
O calendário do ESU ajuda a priorizar. Cada ano adiado custa o dobro do anterior por computador, e a cobertura termina em 10/10/2028.
Como a MOBIT faz
Recolhe os computadores substituídos por logística reversa, faz o apagamento com registro e encaminha cada equipamento para reaproveitamento ou descarte. É o mesmo fluxo usado no desligamento de colaboradores (recolhimento do aparelho, bloqueio da linha móvel e remoção dos acessos).
Como o MOBVISION participa
O MDM aplica políticas e comandos. O MOBVISION, plataforma da MOBIT de gestão e inteligência de recursos corporativos, relaciona cada computador ao colaborador, ao centro de custo, à licença, ao contrato de locação, ao termo de responsabilidade e à etapa do ciclo de vida. Na migração, mostra quais máquinas têm ESU contratado, quais aguardam troca e quais já foram descartadas, conforme os dados registrados ou integrados.
Como a MOBIT atua
A MOBIT conduz a migração em ondas nas plataformas parceiras. Se a empresa já tem licença, como a do Intune, a MOBIT opera a plataforma atual. Se não tem, fornece a licença junto com a estratégia, a implantação e a operação, com base na experiência de mais de 7.000 dispositivos gerenciados. Conheça o serviço de gestão de dispositivos da MOBIT.
A MOBIT também atende
- Locação de notebook e smartphone: notebooks com Windows 11 em despesa mensal.
- MDM na locação: equipamentos locados entregues já sob gestão.
- Gestão de ativos de TI: inventário de computadores e licenças no MOBVISION.
- Assistência técnica: reparar ou substituir equipamentos com falha.
Perguntas frequentes
O Windows 10 para de funcionar depois do fim do suporte? +
Ainda dá para contratar o ESU do Windows 10 em outubro de 2026? +
Como saber se um computador aceita o Windows 11? +
O Windows Autopilot atualiza computadores do Windows 10 para o Windows 11? +
Computadores em desktop virtual também precisam pagar o ESU? +
Fontes
- Microsoft Learn: Extended Security Updates (ESU) program for Windows 10 (consultado em 21/10/2026)
- Microsoft Lifecycle: Extended Security Updates FAQ (consultado em 21/10/2026)
- Microsoft Learn: Enable Windows 10 Extended Security Updates (atualizado em 22/04/2026)
- Microsoft Learn: Windows 11 requirements (atualizado em 14/07/2026)
- StatCounter: Desktop Windows Version Market Share Brazil (dados de setembro de 2026)
- Verizon 2026 Data Breach Investigations Report: Executive Summary (2026)
- Microsoft Learn: Feature update policy for Windows in Intune (atualizado em 09/04/2026)
- Microsoft Learn: Overview of Windows Autopilot (atualizado em 13/06/2025)
- Microsoft Learn: What is Windows Autopatch? (atualizado em 13/07/2026)
- Central de ajuda Pulsus: Instalação em massa do Agente Pulsus Windows via AD/GPO (atualizado em 29/05/2026)
- Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 46 (consultado em 21/10/2026)
- Pulsus, site oficial (consultado em 22/10/2026)
Quantos computadores da sua empresa ainda estão no Windows 10?
Um diagnóstico classifica cada máquina entre migrar, estender ou substituir.




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