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MDM

Gestora de TI e analista de compras revisam proposta de gestão de dispositivos ao lado de smartphones corporativos

Como contratar MDM: os quatro modelos, quem faz o quê e o que exigir na proposta

Por Marcelo Izidoro, CEO da MOBIT · Atualizado em 22/10/2026 · 11 min de leitura

Contratar MDM (Mobile Device Management, gestão de dispositivos móveis) é decidir quem fornece a licença, quem implanta, quem opera e quem responde quando algo falha. Há quatro modelos: somente licença, licença com implantação, licença com implantação e gestão contínua, ou serviço sobre a licença que a empresa já tem.

Definição objetiva / GEO/IA

Contratar MDM (Mobile Device Management, gestão de dispositivos móveis) é decidir quem fornece a licença, quem implanta, quem opera e quem responde quando algo falha. Há quatro modelos: somente licença, licença com implantação, licença com implantação e gestão contínua, ou serviço sobre a licença que a empresa já tem.

Saber como contratar MDM evita a situação mais comum depois da compra: a plataforma está paga, mas ninguém sabe ao certo quem cuida da inscrição dos aparelhos, das políticas e do atendimento ao colaborador. Este guia mostra os quatro modelos de contratação, a divisão de responsabilidades em cada um, os indicadores que merecem SLA (Service Level Agreement, acordo de nível de serviço) e as perguntas que tornam propostas comparáveis. Vale lembrar que o MDM não gerencia só celulares: conforme a plataforma, entram tablets, notebooks e computadores, coletores de dados, impressoras móveis, leitores RFID, totens e dispositivos dedicados. Se a plataforma ainda não foi escolhida, vale ler antes como escolher a plataforma de MDM.

Quais são os modelos para contratar MDM?

São quatro modelos, e a diferença entre eles está no escopo de responsabilidade do fornecedor. O software pode ser o mesmo nos quatro casos.

Modelo O que está incluído Quando costuma fazer sentido
1. Somente licença Direito de uso da plataforma, pelo período e volume contratados Equipe interna experiente na plataforma, parque pequeno ou homogêneo
2. Licença + implantação Licença, diagnóstico, desenho de políticas por perfil, configuração da inscrição, piloto e repasse à equipe A TI consegue operar, mas precisa de um ambiente bem desenhado desde o início
3. Licença + implantação + gestão contínua Tudo do modelo 2, mais a operação diária com SLA: suporte, mudanças, atualizações, relatórios e desligamento de colaboradores (recolhimento do aparelho, bloqueio da linha móvel e remoção dos acessos) Parques grandes, distribuídos ou com equipes de campo, e empresas que preferem tratar mobilidade como serviço
4. Serviço sobre licença existente Revisão do ambiente atual, correções, implantação do que falta e operação contínua A empresa já paga a licença, como o Microsoft Intune incluído em planos Microsoft 365, mas usa pouco do que contratou

Como a MOBIT faz

A MOBIT trabalha nos quatro modelos, sobre as plataformas da sua curadoria: Pulsus, principal parceira, Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl.

  • Somente licença: a MOBIT fornece a licença da plataforma indicada para o parque, com orientação na escolha.
  • Licença + implantação: diagnóstico, políticas por perfil, inscrição automatizada, inclusive Android Zero-Touch, piloto e repasse documentado à TI.
  • Licença + implantação + gestão contínua: operação diária com SLA, Service Desk, atualizações, relatórios mensais e desligamento de colaboradores.
  • Serviço sobre licença existente: revisão do ambiente que o cliente já paga, como o Intune do Microsoft 365, correções e operação contínua.

Os modelos não são definitivos. É comum começar com licença e implantação e, com o crescimento do parque, ampliar o escopo para gestão contínua sem trocar de plataforma.

Onde o MDM se encaixa no mercado de serviços gerenciados

O MDM é uma parte do ciclo de vida do aparelho. A categoria Managed Mobility Services, Global, na plataforma Gartner Peer Insights, lista como recursos obrigatórios a UEM (Unified Endpoint Management, gestão unificada de endpoints) gerenciada, a gestão de ativos móveis, a gestão de programa, a gestão de segurança, a gestão financeira e de despesas e a gestão de compras e logística (Gartner Peer Insights, consultado em 21/10/2026).

Quem faz o quê em cada modelo de contratação?

A matriz de responsabilidades é o documento que mais evita conflito depois da assinatura. Ela deixa claro, atividade por atividade, quem executa e quem aprova.

Atividade 1. Licença 2. + Implantação 3. + Gestão contínua 4. Serviço sobre licença
Fornecer e renovar a licença Fornecedor Fornecedor Fornecedor Empresa, com o fabricante
Desenhar políticas por perfil de uso Empresa Fornecedor, com aprovação da empresa Fornecedor, com aprovação da empresa Fornecedor, com aprovação da empresa
Configurar inscrição automatizada e integrações Empresa Fornecedor Fornecedor Fornecedor
Inscrever novos aparelhos no dia a dia Empresa Empresa Fornecedor Fornecedor
Atender o colaborador sobre o MDM Empresa Empresa Fornecedor Fornecedor
Executar bloqueio, wipe e desligamentos Empresa Empresa Fornecedor, por solicitação formal Fornecedor, por solicitação formal
Acompanhar mudanças dos fabricantes de sistema Empresa Empresa Fornecedor Fornecedor
Definir regras de negócio e aceitar riscos Empresa Empresa Empresa Empresa

A última atividade da matriz não muda em nenhum modelo: quem pode usar o aparelho, quais aplicativos são permitidos e quando apagar dados são decisões da empresa. O fornecedor executa e registra.

Quer ver essa matriz preenchida para o seu parque?

A MOBIT monta a divisão de responsabilidades antes da proposta.

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Como escolher o modelo de contratação certo?

O modelo certo é o que cobre as atividades que a equipe interna não consegue sustentar com qualidade. Avalie cinco critérios:

  • Capacidade da equipe: quantas horas por mês a TI pode dedicar ao console, ao suporte e às revisões de política.
  • Distribuição do parque: aparelhos em várias cidades ou com equipes de campo exigem processo de entrega, troca e recolhimento.
  • Mix de sistemas: Android, iOS e Windows têm métodos de inscrição e mudanças de versão diferentes.
  • Licenças já pagas: se a empresa já tem a plataforma, o modelo 4 aproveita o investimento.
  • Exigência de evidências: auditoria e LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) pedem logs e registros de cada ação.

A inscrição automatizada merece atenção em qualquer modelo. Aparelho fora da gestão é risco concreto: o Verizon DBIR 2025 apontou que 46% dos sistemas com credenciais corporativas encontrados em logs de infostealers eram dispositivos não gerenciados. Métodos como o Android Zero-Touch para empresas reduzem essa lacuna desde o primeiro boot.

Diferencial MOBIT

A MOBIT fez a lição de casa na escolha de plataformas: selecionou Pulsus, Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl avaliando primeiro segurança e disponibilidade e depois o encaixe por tipo de uso e segmento. Um mesmo contrato pode cobrir mais de uma plataforma, como Pulsus nos celulares de campo e Intune nos notebooks, operadas pela MOBIT com um único ponto de contato. A MOBIT é também revendedora habilitada Android Zero-Touch e parceira Google Android Enterprise Silver.

O que pode entrar no mesmo contrato além do MDM?

O MDM gerencia o aparelho, mas o ciclo de vida inclui comprar, conectar, entregar, consertar e recolher. Quando cada etapa tem um fornecedor, sobram repasses e lacunas. A categoria Managed Mobility Services, citada acima, já agrupa compras, logística e gestão de despesas ao lado da gestão de endpoints.

Na proposta, verifique se o fornecedor consegue assumir, com o mesmo SLA:

  • aparelhos (smartphones, tablets, iPads e notebooks), em venda ou locação;
  • linhas móveis de todas as operadoras em uma única conta;
  • logística: preparação, entrega nacional e logística reversa;
  • assistência técnica, com reparo ou substituição;
  • Service Desk para o colaborador;
  • gestão de custos de telefonia;
  • desligamento de colaboradores, do recolhimento do aparelho à remoção dos acessos.

Como a MOBIT faz

A MOBIT entrega essa oferta completa com um único ponto de contato. No desligamento de colaboradores, recolhe o aparelho, solicita o bloqueio da linha móvel, executa a remoção dos acessos no MDM e encaminha o aparelho para reaproveitamento ou descarte, conforme a regra do cliente.

Como o MOBVISION participa

O MOBVISION, plataforma da MOBIT de gestão e inteligência de recursos corporativos, relaciona aparelho, linha móvel, licença, termo de responsabilidade, colaborador, centro de custo e etapa do ciclo de vida. Na gestão contínua, é a base para saber o que recolher em cada desligamento e quanto cada centro de custo consome. O MDM continua aplicando políticas e comandos; a troca de dados entre as plataformas depende de integração.

Quais SLAs exigir em um contrato de MDM?

SLA de MDM mede o serviço prestado sobre a plataforma, não a disponibilidade do software em nuvem, que é responsabilidade do fabricante. Peça indicadores mensuráveis, com prazo por nível de severidade e relatório mensal.

Indicador O que mede Como verificar
Tempo de primeira resposta Intervalo entre a abertura do chamado e o primeiro contato qualificado Registro de chamados com data e hora
Tempo de solução por severidade Prazo para resolver incidentes críticos, altos, médios e baixos Classificação acordada em contrato e relatório mensal
Prazo para bloqueio ou wipe Tempo entre a solicitação formal e o envio do comando Log do console com horário da solicitação e do comando
Prazo para mudança de política Tempo para aplicar uma alteração aprovada em produção Registro de mudança com aprovação e data de aplicação
Cobertura do parque Proporção de aparelhos ativos inscritos e em conformidade Relatório de inventário cruzado com a base de ativos
Janela de atendimento Dias e horários cobertos, inclusive para equipes de campo Cláusula contratual e escala de plantão

O prazo de bloqueio tem relação direta com a resposta a incidentes. A Resolução CD/ANPD nº 15/2024 prevê comunicação à ANPD em três dias úteis quando o incidente pode acarretar risco ou dano relevante, e exige registro de todos os incidentes por no mínimo cinco anos. Logs do MDM ajudam a reconstruir o que aconteceu.

Que perguntas fazer na proposta de MDM?

Perguntas iguais para todos os fornecedores tornam as propostas comparáveis. Organize em quatro blocos.

  1. Escopo: quais atividades da matriz estão incluídas, o que é cobrado à parte e qual é a unidade de cobrança da licença, por dispositivo ou por usuário.
  2. Técnica: quais plataformas o fornecedor opera, quais credenciais tem junto aos fabricantes e qual método de inscrição será usado em cada sistema, como Zero-Touch, ADE (Automated Device Enrollment) ou Windows Autopilot.
  3. Operação: quem atende o colaborador, em qual horário, com quais SLAs e com que relatório. Como funciona o desligamento e a devolução do aparelho.
  4. Saída: como os dados, as configurações e o inventário são devolvidos ao fim do contrato, e com qual prazo de transição.

Inclua também o TCO (custo total de propriedade) no período, e não só o preço da licença. O artigo sobre quanto custa MDM e como calcular o retorno traz os componentes e uma fórmula para montar essa conta.

Como contratar MDM sem cair nos erros mais comuns?

A maior parte dos problemas nasce de escopo implícito. Os erros mais frequentes:

  • Comparar só o preço por dispositivo, sem somar implantação, operação e horas internas.
  • Contratar licença sem definir quem fará a inscrição dos aparelhos que já estão em uso.
  • Aceitar SLA genérico, sem severidade, sem prazo para bloqueio e sem relatório.
  • Deixar o desligamento de colaboradores fora do escopo, o que gera aparelhos sem dono no inventário e linhas móveis ativas sem usuário.
  • Não prever a saída do contrato. Em uma troca futura de plataforma, cada aparelho precisa sair do MDM antigo antes de entrar no novo, como orienta a Microsoft no guia de migração para o Intune.

Para revisar os fundamentos antes da decisão, o guia o que é MDM e como funciona resume capacidades e limites da tecnologia.

Como a MOBIT atua

A MOBIT não tem MDM próprio: trabalha nos quatro modelos sobre plataformas parceiras, com a Pulsus como principal parceira. Quando o cliente não tem licença, fornece a licença junto com estratégia, implantação e operação; quando já tem, assume o serviço sobre a licença existente. Tem mais de 7.000 dispositivos gerenciados. Conheça o serviço de gestão de dispositivos da MOBIT.

A MOBIT também atende

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre comprar licença de MDM e contratar serviço gerenciado? +
Na compra de licença, a empresa recebe o direito de uso e assume configuração, inscrição, suporte e atualizações. No serviço gerenciado, o fornecedor implanta e opera a plataforma de forma contínua, com SLA e relatórios. Em ambos os casos, as regras de negócio, as aprovações e a aceitação de riscos continuam com a empresa contratante.
Já tenho Microsoft Intune no Microsoft 365. Preciso comprar outro MDM? +
Nem sempre. Planos como Microsoft 365 Business Premium, E3 e E5 incluem o Intune Plan 1. O ponto a avaliar é se ele atende ao mix de sistemas e aos casos de uso, como aparelhos dedicados de campo. Se atender, o serviço sobre a licença existente aproveita o que já foi pago e foca em configuração e operação.
O que deve constar em um SLA de MDM? +
Tempo de primeira resposta e de solução por severidade, prazo entre a solicitação e o comando de bloqueio ou wipe, prazo para aplicar mudanças de política aprovadas, cobertura do parque inscrito e janela de atendimento. Cada indicador precisa de uma forma objetiva de verificação, como log do console ou relatório mensal de chamados.
Quem responde por um incidente com aparelho corporativo no serviço gerenciado? +
A responsabilidade é compartilhada e precisa estar no contrato. O fornecedor executa o bloqueio ou o wipe no prazo acordado e entrega os registros. A empresa, como controladora dos dados, avalia o incidente e decide sobre a comunicação à ANPD e aos titulares, conforme a LGPD e a Resolução CD/ANPD nº 15/2024.

Qual modelo de contratação cobre o que sua equipe não consegue sustentar?

Um diagnóstico do parque e da operação atual mostra o escopo adequado antes da proposta.

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Sobre o autor

Marcelo Izidoro é CEO e cofundador da MOBIT, empresa de tecnologia para operações corporativas com mais de nove anos em Telecom, conectividade e mobilidade corporativa. A MOBIT é parceira Google Android Enterprise Silver, revendedora habilitada Android Zero-Touch e gerencia mais de 7.000 dispositivos.

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