Saber como contratar MDM evita a situação mais comum depois da compra: a plataforma está paga, mas ninguém sabe ao certo quem cuida da inscrição dos aparelhos, das políticas e do atendimento ao colaborador. Este guia mostra os quatro modelos de contratação, a divisão de responsabilidades em cada um, os indicadores que merecem SLA (Service Level Agreement, acordo de nível de serviço) e as perguntas que tornam propostas comparáveis. Vale lembrar que o MDM não gerencia só celulares: conforme a plataforma, entram tablets, notebooks e computadores, coletores de dados, impressoras móveis, leitores RFID, totens e dispositivos dedicados. Se a plataforma ainda não foi escolhida, vale ler antes como escolher a plataforma de MDM.
Quais são os modelos para contratar MDM?
São quatro modelos, e a diferença entre eles está no escopo de responsabilidade do fornecedor. O software pode ser o mesmo nos quatro casos.
Como a MOBIT faz
A MOBIT trabalha nos quatro modelos, sobre as plataformas da sua curadoria: Pulsus, principal parceira, Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl.
- Somente licença: a MOBIT fornece a licença da plataforma indicada para o parque, com orientação na escolha.
- Licença + implantação: diagnóstico, políticas por perfil, inscrição automatizada, inclusive Android Zero-Touch, piloto e repasse documentado à TI.
- Licença + implantação + gestão contínua: operação diária com SLA, Service Desk, atualizações, relatórios mensais e desligamento de colaboradores.
- Serviço sobre licença existente: revisão do ambiente que o cliente já paga, como o Intune do Microsoft 365, correções e operação contínua.
Os modelos não são definitivos. É comum começar com licença e implantação e, com o crescimento do parque, ampliar o escopo para gestão contínua sem trocar de plataforma.
Onde o MDM se encaixa no mercado de serviços gerenciados
O MDM é uma parte do ciclo de vida do aparelho. A categoria Managed Mobility Services, Global, na plataforma Gartner Peer Insights, lista como recursos obrigatórios a UEM (Unified Endpoint Management, gestão unificada de endpoints) gerenciada, a gestão de ativos móveis, a gestão de programa, a gestão de segurança, a gestão financeira e de despesas e a gestão de compras e logística (Gartner Peer Insights, consultado em 21/10/2026).
Quem faz o quê em cada modelo de contratação?
A matriz de responsabilidades é o documento que mais evita conflito depois da assinatura. Ela deixa claro, atividade por atividade, quem executa e quem aprova.
A última atividade da matriz não muda em nenhum modelo: quem pode usar o aparelho, quais aplicativos são permitidos e quando apagar dados são decisões da empresa. O fornecedor executa e registra.
Quer ver essa matriz preenchida para o seu parque?
A MOBIT monta a divisão de responsabilidades antes da proposta.
Como escolher o modelo de contratação certo?
O modelo certo é o que cobre as atividades que a equipe interna não consegue sustentar com qualidade. Avalie cinco critérios:
- Capacidade da equipe: quantas horas por mês a TI pode dedicar ao console, ao suporte e às revisões de política.
- Distribuição do parque: aparelhos em várias cidades ou com equipes de campo exigem processo de entrega, troca e recolhimento.
- Mix de sistemas: Android, iOS e Windows têm métodos de inscrição e mudanças de versão diferentes.
- Licenças já pagas: se a empresa já tem a plataforma, o modelo 4 aproveita o investimento.
- Exigência de evidências: auditoria e LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) pedem logs e registros de cada ação.
A inscrição automatizada merece atenção em qualquer modelo. Aparelho fora da gestão é risco concreto: o Verizon DBIR 2025 apontou que 46% dos sistemas com credenciais corporativas encontrados em logs de infostealers eram dispositivos não gerenciados. Métodos como o Android Zero-Touch para empresas reduzem essa lacuna desde o primeiro boot.
Diferencial MOBIT
A MOBIT fez a lição de casa na escolha de plataformas: selecionou Pulsus, Microsoft Intune, IBM MaaS360 e SOTI MobiControl avaliando primeiro segurança e disponibilidade e depois o encaixe por tipo de uso e segmento. Um mesmo contrato pode cobrir mais de uma plataforma, como Pulsus nos celulares de campo e Intune nos notebooks, operadas pela MOBIT com um único ponto de contato. A MOBIT é também revendedora habilitada Android Zero-Touch e parceira Google Android Enterprise Silver.
O que pode entrar no mesmo contrato além do MDM?
O MDM gerencia o aparelho, mas o ciclo de vida inclui comprar, conectar, entregar, consertar e recolher. Quando cada etapa tem um fornecedor, sobram repasses e lacunas. A categoria Managed Mobility Services, citada acima, já agrupa compras, logística e gestão de despesas ao lado da gestão de endpoints.
Na proposta, verifique se o fornecedor consegue assumir, com o mesmo SLA:
- aparelhos (smartphones, tablets, iPads e notebooks), em venda ou locação;
- linhas móveis de todas as operadoras em uma única conta;
- logística: preparação, entrega nacional e logística reversa;
- assistência técnica, com reparo ou substituição;
- Service Desk para o colaborador;
- gestão de custos de telefonia;
- desligamento de colaboradores, do recolhimento do aparelho à remoção dos acessos.
Como a MOBIT faz
A MOBIT entrega essa oferta completa com um único ponto de contato. No desligamento de colaboradores, recolhe o aparelho, solicita o bloqueio da linha móvel, executa a remoção dos acessos no MDM e encaminha o aparelho para reaproveitamento ou descarte, conforme a regra do cliente.
Como o MOBVISION participa
O MOBVISION, plataforma da MOBIT de gestão e inteligência de recursos corporativos, relaciona aparelho, linha móvel, licença, termo de responsabilidade, colaborador, centro de custo e etapa do ciclo de vida. Na gestão contínua, é a base para saber o que recolher em cada desligamento e quanto cada centro de custo consome. O MDM continua aplicando políticas e comandos; a troca de dados entre as plataformas depende de integração.
Quais SLAs exigir em um contrato de MDM?
SLA de MDM mede o serviço prestado sobre a plataforma, não a disponibilidade do software em nuvem, que é responsabilidade do fabricante. Peça indicadores mensuráveis, com prazo por nível de severidade e relatório mensal.
O prazo de bloqueio tem relação direta com a resposta a incidentes. A Resolução CD/ANPD nº 15/2024 prevê comunicação à ANPD em três dias úteis quando o incidente pode acarretar risco ou dano relevante, e exige registro de todos os incidentes por no mínimo cinco anos. Logs do MDM ajudam a reconstruir o que aconteceu.
Que perguntas fazer na proposta de MDM?
Perguntas iguais para todos os fornecedores tornam as propostas comparáveis. Organize em quatro blocos.
- Escopo: quais atividades da matriz estão incluídas, o que é cobrado à parte e qual é a unidade de cobrança da licença, por dispositivo ou por usuário.
- Técnica: quais plataformas o fornecedor opera, quais credenciais tem junto aos fabricantes e qual método de inscrição será usado em cada sistema, como Zero-Touch, ADE (Automated Device Enrollment) ou Windows Autopilot.
- Operação: quem atende o colaborador, em qual horário, com quais SLAs e com que relatório. Como funciona o desligamento e a devolução do aparelho.
- Saída: como os dados, as configurações e o inventário são devolvidos ao fim do contrato, e com qual prazo de transição.
Inclua também o TCO (custo total de propriedade) no período, e não só o preço da licença. O artigo sobre quanto custa MDM e como calcular o retorno traz os componentes e uma fórmula para montar essa conta.
Como contratar MDM sem cair nos erros mais comuns?
A maior parte dos problemas nasce de escopo implícito. Os erros mais frequentes:
- Comparar só o preço por dispositivo, sem somar implantação, operação e horas internas.
- Contratar licença sem definir quem fará a inscrição dos aparelhos que já estão em uso.
- Aceitar SLA genérico, sem severidade, sem prazo para bloqueio e sem relatório.
- Deixar o desligamento de colaboradores fora do escopo, o que gera aparelhos sem dono no inventário e linhas móveis ativas sem usuário.
- Não prever a saída do contrato. Em uma troca futura de plataforma, cada aparelho precisa sair do MDM antigo antes de entrar no novo, como orienta a Microsoft no guia de migração para o Intune.
Para revisar os fundamentos antes da decisão, o guia o que é MDM e como funciona resume capacidades e limites da tecnologia.
Como a MOBIT atua
A MOBIT não tem MDM próprio: trabalha nos quatro modelos sobre plataformas parceiras, com a Pulsus como principal parceira. Quando o cliente não tem licença, fornece a licença junto com estratégia, implantação e operação; quando já tem, assume o serviço sobre a licença existente. Tem mais de 7.000 dispositivos gerenciados. Conheça o serviço de gestão de dispositivos da MOBIT.
A MOBIT também atende
- Locação de notebook e smartphone: aparelhos no mesmo contrato da gestão.
- Gestão de telecom: linhas móveis de todas as operadoras em uma única conta e gestão de custos de telefonia.
- Onboarding e offboarding de telecom: entrega e desligamento de colaboradores com processo definido.
- Assistência técnica corporativa: reparo ou substituição sem parar a operação.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre comprar licença de MDM e contratar serviço gerenciado? +
Já tenho Microsoft Intune no Microsoft 365. Preciso comprar outro MDM? +
O que deve constar em um SLA de MDM? +
Quem responde por um incidente com aparelho corporativo no serviço gerenciado? +
Fontes
- Verizon, 2025 Data Breach Investigations Report: infográfico (2025)
- Gartner Peer Insights, Managed Mobility Services, Global (consultado em 21/10/2026)
- Microsoft Learn, Migration guide to Microsoft Intune (atualizado em 23/06/2026)
- Microsoft, Microsoft Intune pricing (consultado em 21/10/2026)
- Resolução CD/ANPD nº 15, de 24 de abril de 2024 (24/04/2024)
- Pulsus, site oficial (consultado em 22/10/2026)
Qual modelo de contratação cobre o que sua equipe não consegue sustentar?
Um diagnóstico do parque e da operação atual mostra o escopo adequado antes da proposta.
Sobre o autor
Marcelo Izidoro é CEO e cofundador da MOBIT, empresa de tecnologia para operações corporativas com mais de nove anos em Telecom, conectividade e mobilidade corporativa. A MOBIT é parceira Google Android Enterprise Silver, revendedora habilitada Android Zero-Touch e gerencia mais de 7.000 dispositivos.




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