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Catálogo de serviços corporativos: o que é e como estruturar para TI, RH, Financeiro e Facilities

Catálogo de serviços corporativos: o que é e como estruturar para TI, RH, Financeiro e Facilities

Catálogo de serviços corporativos: o que é e como estruturar para TI, RH, Financeiro e Facilities

Quando um colaborador precisa de algo de qualquer área da empresa, ele deveria saber exatamente o que pode pedir, por qual canal, em quanto tempo será atendido e quem será o responsável. Sem catálogo de serviços, nenhuma dessas quatro perguntas tem resposta clara. Com ele, o colaborador para de perseguir pessoas e começa a usar um processo.

O que é um catálogo de serviços corporativos

Um catálogo de serviços corporativos é a lista organizada e estruturada de todos os serviços que as áreas internas de uma empresa oferecem aos seus colaboradores. É o equivalente corporativo de um cardápio: deixa claro o que está disponível, o que está incluso em cada item, qual o prazo de entrega e quem é o responsável por atender.

Diferente de um FAQ ou de um manual de processos, o catálogo de serviços não é um documento estático para ser lido uma vez. Ele é um sistema vivo, integrado à plataforma de chamados, que o colaborador usa para abrir solicitações, acompanhar o progresso e saber exatamente em que pé está sua demanda. Cada item do catálogo dispara um fluxo de atendimento específico, com SLA definido e responsável designado automaticamente.

Catálogo de serviços x solicitações informais: o que muda para o colaborador
Sem catálogo Com catálogo
“Preciso de um notebook. Com quem falo?” Abre “Solicitação de notebook” no portal. Fluxo iniciado, prazo definido, gestor notificado.
“Não sei se mando e-mail para o RH ou para meu gestor sobre férias.” Abre “Solicitação de férias” no portal. Processo claro, aprovação automática, data confirmada.
“Minha impressora travou. Ligo para o TI ou para facilities?” Abre “Impressora com problema” no portal. Sistema direciona para a área correta automaticamente.
“Pedi um reembolso há duas semanas. Não sei quem está tratando.” Consulta o chamado no portal. Vê o status, o responsável e o prazo de resolução em tempo real.

Por que o catálogo é a base de qualquer ESM

O catálogo de serviços não é uma funcionalidade a mais de uma plataforma ESM. Ele é o pré-requisito para que qualquer outra funcionalidade funcione bem. Sem catálogo, não há como definir SLA por tipo de chamado (porque os tipos não estão definidos). Não há como medir desempenho por área (porque as categorias não existem). Não há como distribuir tarefas automaticamente (porque os fluxos não foram configurados).

É como tentar medir o tempo de um restaurante sem cardápio. Se qualquer pedido é aceito na forma que o cliente descrever, a cozinha nunca vai saber se está atendendo bem ou mal, porque cada pedido é diferente do anterior e não há padrão para medir.

Por que o catálogo é o pré-requisito de tudo no ESM
4️⃣

Dashboards e indicadores

Só existem porque os chamados estão categorizados. Sem catálogo, não há categoria para agregar e comparar.

3️⃣

SLA automático por tipo

Só é possível porque cada item do catálogo tem um prazo associado. Sem catálogo, o SLA é manual e inconsistente.

2️⃣

Distribuição automática de chamados

Só funciona porque cada serviço tem um responsável e um fluxo definido. Sem catálogo, alguém precisa ler e distribuir manualmente.

1️⃣

Catálogo de serviços

A fundação. Define o que existe, quem é responsável, qual o fluxo e qual o prazo de cada tipo de solicitação. Tudo o que vem depois depende disso.

A anatomia de um item de catálogo bem estruturado

Cada serviço no catálogo precisa ter pelo menos seis atributos para funcionar corretamente dentro de uma plataforma ESM. A ausência de qualquer um deles gera ambiguidade, atraso ou impossibilidade de automação. Um catálogo incompleto é quase tão problemático quanto não ter catálogo.

Exemplo de item bem estruturado no catálogo
Solicitação de novo equipamento (TI)
Nome do serviço Solicitação de novo equipamento de TI
Descrição clara Solicitação de notebooks, desktops, smartphones ou tablets para uso corporativo. Inclui configuração inicial, instalação de software padrão e entrega com termo de responsabilidade.
Quem pode solicitar Qualquer colaborador com aprovação do gestor direto. Solicitações acima de R$ 3.000 exigem aprovação adicional do gestor de área.
SLA 5 dias úteis
(da aprovação à entrega do equipamento configurado)
Fluxo de aprovação Gestor direto aprova (1d) → Compras verifica estoque ou emite pedido (1d) → TI configura (2d) → Analista entrega com termo (4h)
O que o solicitante precisa informar Tipo de equipamento, justificativa do pedido, data de necessidade e centro de custo que vai absorver o equipamento.

Note que a ficha não tem campo “outros” nem “descreva o que você precisa” em aberto. O colaborador preenche informações estruturadas. O sistema sabe o que fazer com cada resposta. O analista recebe o chamado com contexto completo para começar a trabalhar imediatamente.

Como estruturar o catálogo de TI

O catálogo de TI é geralmente o mais maduro nas empresas, porque é onde a prática de service desk existe há mais tempo. Mas mesmo em TI, muitos catálogos são genéricos demais (“suporte técnico”, “problema com sistema”) para serem úteis como base de automação e medição. O catálogo de TI precisa distinguir incidentes de solicitações e ter granularidade suficiente para definir SLAs diferentes por tipo.

🔴 Incidentes (SLA mais curto)

Quando algo parou de funcionar

Sistema ou aplicação fora do ar até 1h
E-mail corporativo sem acesso até 2h
Impressora da área sem funcionar até 4h
Notebook com falha de hardware até 4h
🔵 Solicitações (SLA mais longo)

Quando o colaborador precisa de algo novo

Solicitação de novo equipamento 5 dias úteis
Criação de acesso a sistema 1 dia útil
Instalação de software 1 dia útil
Configuração de VPN / acesso remoto 2 dias úteis

Como estruturar o catálogo de RH

O RH é a área que mais se beneficia de um catálogo bem estruturado, porque é onde o volume de solicitações repetitivas é mais alto e onde o processo de atendimento é mais variável sem padronização. Um colaborador pode mandar uma mensagem no WhatsApp para pedir o holerite enquanto outro abre um chamado para pedir férias. Sem catálogo, o RH atende como pode, não como deveria.

Catálogo de RH organizado por jornada do colaborador
🟢
Entrada na empresa (onboarding)
Cadastro de colaborador no sistema de RH
Abertura de conta corrente e cadastro de dados bancários
Inclusão no plano de saúde e benefícios
Emissão de crachá e configuração de acesso físico
Entrega de equipamentos (disparada automaticamente para TI)

🔵
Durante o contrato (solicitações recorrentes)
Solicitação de férias (com aprovação do gestor)
Download de holerite ou informe de rendimentos
Declaração de vínculo empregatício
Atualização de dados cadastrais
Dúvidas sobre benefícios, plano de saúde e vale-refeição

🔴
Saída da empresa (offboarding)
Notificação de desligamento para TI (revogação de acessos)
Notificação para facilities (devolução de equipamentos e crachá)
Geração de documentação rescisória
Cancelamento de benefícios e exclusão do plano de saúde

Como estruturar o catálogo do Financeiro

O financeiro é a área onde o colaborador mais sente o impacto de não ter catálogo. Reembolsos aprovados por e-mail sem prazo definido, aprovações de pagamento que dependem de alguém estar disponível para responder, notas fiscais que ficam “no limbo” sem que ninguém saiba quem está responsável. Com um catálogo estruturado, cada tipo de solicitação financeira tem um fluxo, um SLA e uma régua de aprovação definidos.

Exemplo: como o fluxo de reembolso muda com o catálogo

Serviços típicos do catálogo Financeiro

Solicitação de reembolso de despesas Colaborador informa valor, data, tipo de despesa e anexa comprovante SLA: 5 dias úteis
Aprovação de pagamento a fornecedor Número da NF, CNPJ do fornecedor, valor e centro de custo SLA: 2 dias úteis
Abertura de fornecedor no sistema CNPJ, razão social, dados bancários e contrato de referência SLA: 3 dias úteis
Solicitação de nota de empenho Descrição do bem ou serviço, valor estimado e centro de custo responsável SLA: 2 dias úteis
Dúvida sobre lançamento contábil Período, conta afetada e descrição da dúvida SLA: 1 dia útil

Como estruturar o catálogo de Facilities

Facilities é historicamente a área com o catálogo menos estruturado. Solicitações chegam por ligação, por conversa no corredor ou por mensagem direta para o responsável de manutenção. O colaborador não sabe o prazo, o gestor não tem visibilidade das demandas abertas e a área não tem dados para justificar necessidade de pessoal ou de terceirização.

🔧 Manutenção e infraestrutura

Reparo de ar-condicionado ou aquecedor

Vazamento ou problema hidráulico

Falha elétrica ou tomada sem energia

Reparo de móvel ou item danificado

🏢 Espaços e reservas

Reserva de sala de reunião

Solicitação de espaço para evento interno

Mudança de estação de trabalho

Preparação de sala para reunião com cliente

🔐 Acesso e segurança

Emissão de crachá ou segunda via

Liberação de acesso a área restrita

Cadastro de visitante externo

Revogação de acesso físico (offboarding)

📦 Suprimentos e materiais

Solicitação de material de escritório

Reposição de itens de copa e cozinha

Solicitação de uniforme ou EPI

Pedido de equipamento de segurança

Do catálogo por área ao portal unificado

O passo mais transformador não é criar catálogos para cada área. É unificar esses catálogos em um único portal, onde o colaborador não precisa saber que área vai atender sua solicitação. Ele descreve o que precisa, seleciona o tipo de serviço e o sistema cuida do resto: direciona para a área correta, dispara o fluxo de aprovação, define o SLA e notifica o responsável.

Como o MobDesk entrega isso

Um único portal para todos os serviços corporativos da empresa

Para o colaborador

Um lugar só para pedir qualquer coisa, ver o status e saber o prazo. Sem precisar saber quem cuida do quê.

Para o analista de cada área

A fila de chamados da área específica, com SLA, prioridade e contexto completo de cada solicitação.

Para a gestão

Dashboard com desempenho de todas as áreas nos mesmos indicadores: volume, SLA cumprido, tempo médio de resolução.

Erros mais comuns na hora de criar o catálogo

Criar um catálogo de serviços parece simples, mas os erros de estruturação são frequentes e comprometem toda a cadeia: o SLA não funciona, a automação falha e o colaborador abandona o portal e volta a mandar WhatsApp. Conhecer os erros antes de criar evita retrabalho.

Serviços genéricos demais

“Suporte TI”, “Solicitação RH” e “Pedido Financeiro” não são itens de catálogo. São categorias de menu sem prato definido. O colaborador não sabe o que esperar e o sistema não sabe que SLA aplicar nem para onde direcionar.

Correto: “Instalação de software”, “Solicitação de férias”, “Aprovação de reembolso”

Campos em aberto demais no formulário

Formulários com campo “Descreva o problema” sem estrutura chegam ao analista sem contexto. O analista precisa voltar ao solicitante para pedir informações básicas, perdendo tempo e aumentando o tempo de resolução.

Correto: campos específicos por serviço (tipo de equipamento, período de férias, valor do reembolso)

Catálogo criado sem ouvir quem atende

O catálogo criado pela gestão sem consultar os analistas de cada área quase sempre omite serviços importantes e inclui outros que na prática não funcionam como previsto. O resultado é um catálogo que o próprio time não usa.

Correto: mapeamento colaborativo com os responsáveis operacionais de cada área antes de configurar

SLA igual para serviços com complexidades diferentes

Atribuir o mesmo prazo para resetar uma senha e para configurar um servidor novo é tão errado quanto não ter SLA. Um SLA irrealista para serviços complexos será descumprido sistematicamente e vai gerar desconfiança no processo.

Correto: SLA específico por item de catálogo, baseado no tempo real médio de resolução histórico

Catálogo publicado e nunca revisado

O catálogo que foi criado para a realidade de 12 meses atrás não serve para a empresa de hoje. Novos sistemas, novos processos e mudanças de equipe exigem revisão periódica para que o catálogo continue refletindo o que a empresa realmente oferece.

Correto: revisão trimestral do catálogo com análise dos chamados mais frequentes e dos que chegam fora de categoria

Como o MobDesk estrutura o catálogo de serviços: O catálogo do MobDesk é configurável por área, com formulários específicos por tipo de serviço, SLA vinculado a cada item e fluxo de aprovação automático correspondente. O colaborador acessa um único portal e encontra os serviços de TI, RH, financeiro e facilities organizados. Ao selecionar um serviço, o chamado já chega ao analista com todas as informações necessárias para começar a trabalhar imediatamente.

Perguntas frequentes

O que é um catálogo de serviços corporativos?

Um catálogo de serviços corporativos é a lista organizada e estruturada de todos os serviços que as áreas internas de uma empresa oferecem aos seus colaboradores, com descrição clara de cada serviço, fluxo de aprovação, SLA esperado, responsável e informações que o solicitante precisa fornecer. Ele é o coração de qualquer plataforma ESM porque define o que existe, como solicitar e o que esperar. Sem catálogo, não é possível automatizar distribuição de chamados, definir SLA por tipo ou medir desempenho de forma consistente.
Qual a diferença entre catálogo de serviços e base de conhecimento?

O catálogo de serviços é onde o colaborador solicita algo e dispara um processo de atendimento. A base de conhecimento é onde o colaborador encontra respostas para dúvidas que ele mesmo pode resolver sem abrir um chamado. O catálogo gera trabalho para uma equipe de atendimento. A base de conhecimento permite o autoatendimento. Ambos são complementares: a base de conhecimento reduz o volume de chamados para dúvidas recorrentes, enquanto o catálogo estrutura as solicitações que realmente precisam de atendimento humano.
Por onde começar: criar o catálogo de TI ou de outras áreas primeiro?

Começar por TI é a abordagem mais comum porque é a área com maior maturidade em service desk e onde o benefício imediato é mais visível. Mas se o objetivo é ESM multidepartamental, o mais eficiente é lançar o catálogo de TI junto com o de RH no primeiro momento, pois são as áreas com maior volume de solicitações recorrentes e padronizáveis. Facilities e financeiro podem vir em uma segunda fase. O importante é não esperar o catálogo perfeito para publicar: um catálogo com 10 serviços bem estruturados é muito mais útil do que um catálogo com 80 serviços mal definidos.
Quantos serviços deve ter um catálogo corporativo?

Não existe um número ideal, mas existe um princípio: cada serviço do catálogo deve representar um tipo de solicitação com fluxo e SLA próprios. Um catálogo inicial de 30 a 50 serviços distribuídos entre TI, RH, financeiro e facilities é suficiente para cobrir 80% das demandas recorrentes de uma empresa de médio porte. A partir daí, o próprio dado de chamados vai revelar quais tipos frequentes ainda não têm item correspondente no catálogo e precisam ser adicionados.

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