Por que o roaming é a categoria mais cara e menos controlada do telecom
O roaming internacional combina três características que, juntas, criam o cenário perfeito para desperdício: tarifação imprevisível, ausência de visibilidade em tempo real e configuração padrão que favorece o gasto, não a economia.
💸
Tarifação diária fixa, independente do uso real
Sem pacote contratado, o roaming sem controle pode custar R$ 39,99 por dia só pela conexão estar ativa, mesmo que o colaborador use poucos megabytes. Uma mensagem de WhatsApp avisando que chegou já é suficiente para acionar essa tarifa. Em uma viagem de 5 dias sem pacote, isso representa R$ 200 só de tarifa de roaming, sem contar consumo de dados adicional.
⏳
Lançamento na fatura com até 90 dias de atraso
As operadoras processam o roaming internacional via acordos de interconexão com operadoras estrangeiras, o que gera atraso no lançamento da cobrança. Quando o valor aparece na fatura, três meses depois da viagem, ninguém mais lembra qual colaborador, qual viagem ou qual contexto gerou aquele consumo. Sem rastreabilidade, a contestação se torna praticamente impossível.
🚰
Roaming ativo por padrão em praticamente todas as linhas
A configuração padrão da maioria dos planos corporativos é roaming internacional habilitado em todas as linhas, mesmo nas de colaboradores que nunca viajam para o exterior. Isso significa que qualquer linha que, por engano ou curiosidade, conectar a uma rede estrangeira (mesmo em uma escala de avião ou viagem pessoal) vai gerar cobrança automática, sem que ninguém tenha autorizado aquele uso especificamente para fins corporativos.
A combinação que gera o maior desperdício
Tarifa imprevisível, mais atraso de até 90 dias na cobrança, mais configuração padrão sem controle: essa combinação é exatamente o que torna o roaming a categoria mais propensa a desperdício em toda a fatura de telecom corporativo. Auditorias já identificaram fatura única com mais de R$ 12.000 de roaming não controlado. A boa notícia é que, diferente de outros vetores de custo em telecom, o roaming pode ser zerado por padrão e ativado apenas quando necessário, sem perda de funcionalidade para quem realmente precisa.
As 3 formas de conectividade em viagem internacional: prós e contras
Existem três formas principais de manter colaboradores conectados durante viagens internacionais. Cada uma tem um perfil de custo, conveniência e controle diferente. A escolha certa depende do perfil de viajante e da frequência de viagens da equipe.
Comprar um chip pré-pago de operadora local ao chegar no destino, com pacote de dados específico daquele país.
Vantagens
Pode ser uma opção barata para pacotes de dados locais
Desvantagens
Perde acesso ao número do Brasil: não recebe ligações nem SMS de autenticação
Tempo perdido procurando loja e lidando com idioma estrangeiro
Sem gestão centralizada para a empresa
|
Roaming avulso (sem pacote)
Manter o chip brasileiro ativo no exterior sem contratar nenhum pacote específico, pagando tarifa avulsa por uso.
Vantagens
Mantém o número brasileiro ativo automaticamente
Desvantagens
Custo mais imprevisível de todas as opções: tarifa diária fixa mesmo com uso mínimo
Cobrança aparece na fatura com até 90 dias de atraso
Maior fonte histórica de faturas surpresa em telecom corporativo
|
Pacote corporativo de roaming
Ativar um pacote específico de roaming antes da viagem, com franquia de dados e voz definida e custo previsível, mantendo o número brasileiro.
Vantagens
Previsibilidade total: empresa sabe exatamente o custo antes da viagem
Mantém o número brasileiro: colaborador continua acessível
Gestão centralizada: todas as linhas em viagem em um só painel
Desvantagens
Geralmente disponível em planos de categorias mais altas
|
Bloqueio preventivo: a primeira ação que toda empresa deveria tomar
A ação isolada de maior impacto na gestão de roaming corporativo é simples: desativar o roaming internacional por padrão em todas as linhas e ativar apenas mediante solicitação para viagem confirmada. Essa única mudança elimina praticamente todo o risco de cobrança acidental.
Como solicitar bloqueio preventivo de roaming por operadora
| TIM Empresas |
O roaming internacional vem ativo por padrão desde o pagamento da primeira fatura. O bloqueio precisa ser solicitado ativamente pelo administrador da conta via canal corporativo. Para ativar o roaming sob demanda, o administrador liga para *144 (de número TIM) ou 1056 (de outra operadora), ou envia mensagem ao WhatsApp corporativo da TIM. |
| Claro Empresas |
O bloqueio de roaming pode ser solicitado pelo portal de gestão corporativa ou via gerente de conta, aplicado individualmente por linha ou para toda a frota de uma vez. |
| Vivo Empresas |
Gestão centralizada via Vivo Gestão, com possibilidade de bloquear e desbloquear roaming por linha conforme a necessidade, sem precisar de ligação ou e-mail para cada solicitação. |
Importante: algumas operadoras, como notado em relatos de mercado, não bloqueiam roaming por padrão e exigem solicitação ativa e específica por e-mail ou canal de atendimento. Confirme diretamente com sua operadora qual é o procedimento correto antes de assumir que o bloqueio está em vigor.
A pergunta que todo gestor de telecom deveria fazer agora
“O roaming internacional está bloqueado por padrão em todas as linhas da nossa frota?” Se a resposta não é um “sim” confirmado e documentado, a empresa está exposta a cobranças que podem aparecer a qualquer momento, geradas por qualquer linha que conectar a uma rede estrangeira, por qualquer motivo. Confirmar esse bloqueio com a operadora é a ação de maior retorno imediato em toda a gestão de roaming corporativo.
Como estruturar uma política de roaming corporativo
Com o bloqueio preventivo em vigor, a empresa precisa de um processo claro para liberar roaming quando um colaborador efetivamente viaja a trabalho. Uma política de roaming bem estruturada elimina ambiguidade e cria responsabilidade compartilhada entre TI, gestor da viagem e colaborador.
Os 5 elementos de uma política de roaming corporativo eficaz
| Prazo mínimo de solicitação |
Definir quantos dias de antecedência o colaborador precisa solicitar a ativação do pacote de roaming antes da viagem (recomendação: 3 a 5 dias úteis). Isso dá tempo para o TI ativar o pacote correto e confirmar a cobertura no destino. |
| Quem aprova a ativação |
Definir se a solicitação de roaming precisa de aprovação do gestor direto (vinculada à viagem corporativa já aprovada) ou se o TI ativa automaticamente mediante apresentação de passagem ou agenda confirmada. Evita ativações sem justificativa de negócio. |
| Pacote padrão por região |
Pré-definir qual pacote contratar para destinos mais comuns (Américas, Europa, outros). Isso agiliza a ativação: o TI já sabe qual pacote pedir sem precisar pesquisar a cada solicitação. |
| Limite de uso e responsabilidade por excedente |
Definir o que acontece se o colaborador exceder a franquia do pacote contratado: quem é avisado, se há limite de gasto adicional autorizado sem aprovação extra, e se uso pessoal excedente pode gerar desconto em folha conforme acordo prévio. |
| Desativação automática no retorno |
O pacote de roaming deve ter prazo de validade alinhado à duração da viagem, ou ser desativado manualmente assim que o colaborador retorna. Roaming esquecido ativo após o retorno é fonte comum de custo residual sem benefício algum. |
Pacotes de roaming: como escolher o certo para cada perfil de viagem
Operadoras corporativas oferecem diferentes pacotes de roaming conforme o destino e o perfil de uso. Escolher o pacote certo evita tanto o roaming avulso caro quanto a contratação de um pacote maior do que o necessário.
| Perfil de viagem |
Pacote recomendado |
Observação |
| Viagem curta às Américas (3 a 7 dias) |
Pacote regional Américas, geralmente incluso em planos corporativos de categoria mais alta |
A TIM oferece Roaming das Américas incluso na maioria dos planos TIM Black Empresa, cobrindo todo o continente americano |
| Viagem à Europa |
Pacote regional Europa, com franquia de dados específica por dias contratados |
Verificar se o pacote cobre todos os países do destino da viagem, especialmente em roteiros multi-país europeus |
| Viajante frequente (mensal ou mais) |
Pacote de roaming mensal recorrente, contratado para uso continuado, não por viagem individual |
Para executivos e comerciais com viagens internacionais constantes, o pacote mensal recorrente tem custo-benefício superior ao pacote avulso por viagem |
| Viagem ocasional e curta (até 3 dias) |
Pacote diário avulso com franquia reduzida, ativado especificamente para a data da viagem |
Mesmo para viagens curtas, o pacote contratado é sempre mais barato que o roaming avulso sem pacote |
| Equipe técnica em projeto internacional |
Chip local ou eSIM corporativo dedicado ao período do projeto, com volume de dados maior |
Para estadias longas (semanas ou meses), pode ser mais econômico contratar conectividade local dedicada do que pacote de roaming recorrente |
eSIM corporativo: a alternativa que está mudando o roaming internacional
O eSIM (chip virtual embutido no dispositivo) tem se consolidado como alternativa de gestão de conectividade internacional para empresas com volume relevante de viagens. Diferente do roaming tradicional via operadora doméstica, o eSIM corporativo internacional permite ativar conectividade local em diversos países sem trocar chip físico nem depender da tarifação de roaming da operadora de origem.
Por que eSIM corporativo está ganhando espaço sobre o roaming tradicional
| Custo previsível e mais baixo |
Tarifas transparentes definidas antes da viagem, sem surpresa de tarifa diária. Para empresas com volume relevante de viagens, a redução de custo em relação ao roaming tradicional pode ser significativa, especialmente em casos de uso intensivo de dados. |
| Sem necessidade de trocar chip físico |
O colaborador mantém o chip corporativo principal no aparelho e ativa o eSIM internacional adicional apenas para dados durante a viagem. Não há risco de perder o chip físico nem complexidade logística de entrega de chip antes de cada viagem. |
| Gestão centralizada multi-país |
Para empresas com colaboradores viajando para múltiplos destinos internacionais, o eSIM corporativo permite gerenciar todas as ativações em um único painel, com visibilidade de custo em tempo real, sem depender de processar acordos de roaming de cada operadora local separadamente. |
| Cobertura mundial ampla |
Provedores especializados de eSIM corporativo oferecem cobertura em dezenas de países com um único provedor, eliminando a necessidade de negociar pacotes regionais diferentes para cada destino que a equipe visita ao longo do ano. |
Quando o eSIM corporativo faz mais sentido que o pacote tradicional
Para empresas com viagens internacionais ocasionais (poucas vezes por ano), o pacote de roaming tradicional contratado com a operadora doméstica costuma ser suficiente e mais simples. Para empresas com volume relevante de viagens internacionais, equipes técnicas em projetos internacionais de longa duração, ou que querem eliminar completamente a imprevisibilidade de custo, o eSIM corporativo dedicado tende a ser a opção com melhor controle e previsibilidade orçamentária.
O processo ideal: do agendamento da viagem ao retorno do colaborador
Com a política definida e o bloqueio preventivo em vigor, o processo de gestão de roaming para cada viagem específica segue uma sequência simples que elimina tanto o risco de fatura surpresa quanto o risco de colaborador sem conectividade no destino.
Processo de gestão de roaming por viagem: 5 etapas
|
1
|
Viagem confirmada (passagem emitida ou agenda aprovada)
O colaborador ou o gestor de viagens corporativas confirma a viagem internacional, gerando o gatilho para a solicitação de roaming.
|
|
2
|
Solicitação ao TI com 3 a 5 dias de antecedência
Colaborador informa destino e datas da viagem ao TI, que verifica o pacote padrão definido na política para aquela região.
|
|
3
|
Ativação do pacote antes do embarque
TI ativa o pacote de roaming via portal da operadora ou plataforma eSIM, com data de início alinhada à viagem. Confirma com o colaborador que a ativação foi concluída.
|
|
4
|
Monitoramento durante a viagem
Para viagens longas ou com pacote limitado, o TI acompanha o consumo via portal de gestão, alertando o colaborador se estiver próximo do limite contratado.
|
|
5
|
Desativação no retorno
Assim que o colaborador retorna, o TI desativa o pacote de roaming e confirma que a linha voltou ao estado padrão bloqueado. Esse passo evita custo residual sem nenhum benefício.
|
Próximo Passo
O roaming internacional da sua empresa está bloqueado por padrão ou é uma torneira aberta esperando para ser descoberta?
A Mobit estrutura a política de roaming corporativo da sua empresa: bloqueio preventivo, processo de ativação por viagem e monitoramento de custo. Sem mais faturas surpresa.
Quero controlar o roaming da minha empresa →
Diagnóstico gratuito. Sem compromisso.
Perguntas frequentes sobre roaming corporativo
O que é roaming corporativo e como funciona a cobrança? ▼
Roaming corporativo é o uso de voz e dados por linhas móveis da empresa fora do território nacional, tarifado pela operadora doméstica conforme acordos de interconexão com operadoras estrangeiras. Sem pacote contratado (roaming avulso), a cobrança costuma ser uma tarifa diária fixa (em torno de R$ 39,99 por dia em 2026) acionada pela simples conexão a uma rede estrangeira, independentemente do volume de uso. A cobrança aparece na fatura com até 90 dias de atraso, o que dificulta a rastreabilidade e a contestação. Por padrão, o roaming internacional vem ativo em praticamente todas as linhas corporativas, o que significa que qualquer linha pode gerar custo se conectar acidentalmente a uma rede estrangeira, mesmo sem viagem corporativa planejada.
Como bloquear roaming internacional em linhas corporativas? ▼
O processo varia por operadora. Na maioria dos casos, o administrador da conta corporativa precisa solicitar ativamente o bloqueio, já que o roaming vem habilitado por padrão. Para TIM Empresas, a solicitação pode ser feita via *144 (de telefone TIM), 1056 (de outra operadora) ou pelo WhatsApp corporativo. Para Claro e Vivo Empresas, o bloqueio pode ser feito pelo portal de gestão corporativa (Portal Claro Empresas ou Vivo Gestão), aplicado linha a linha ou para toda a frota de uma vez. Importante: algumas operadoras não bloqueiam por padrão e exigem solicitação específica por e-mail ou canal de atendimento dedicado. O gestor de telecom deve confirmar diretamente com cada operadora qual é o procedimento e obter confirmação por escrito de que o bloqueio está em vigor para todas as linhas da frota.
Quanto custa o roaming internacional sem pacote contratado? ▼
O roaming avulso (sem pacote específico contratado) é a forma mais cara de usar conectividade no exterior. As principais operadoras brasileiras (Vivo, Claro, TIM) cobram uma tarifa diária fixa em torno de R$ 39,99 por dia apenas pelo uso mínimo da rede estrangeira, mesmo que seja apenas para enviar uma mensagem. Esse valor é cobrado por dia de uso, independentemente do volume de dados ou minutos consumidos. Em uma viagem de 5 dias sem pacote contratado, isso já representa cerca de R$ 200 apenas na tarifa fixa, sem contar consumo adicional de dados acima da franquia mínima incluída. Por isso, para qualquer viagem internacional planejada, contratar um pacote específico de roaming antes da viagem é sempre mais econômico do que deixar a linha em roaming avulso.
O que é eSIM corporativo e como ele substitui o roaming tradicional? ▼
eSIM corporativo é um chip virtual embutido no dispositivo que permite ativar conectividade de dados em diferentes países sem trocar chip físico nem depender da tarifação de roaming da operadora doméstica. Em vez de pagar tarifa de roaming pela operadora brasileira, a empresa contrata um provedor de eSIM especializado em conectividade internacional, que oferece tarifas transparentes e previsíveis definidas antes da viagem. O colaborador mantém o chip corporativo principal ativo (para receber ligações no número brasileiro) e ativa o eSIM adicional apenas para o consumo de dados durante a viagem. É especialmente vantajoso para empresas com volume relevante de viagens internacionais ou equipes técnicas em projetos de longa duração no exterior, onde a previsibilidade de custo e a gestão centralizada multi-país geram economia significativa em relação ao roaming tradicional.
Por que a cobrança de roaming demora a aparecer na fatura? ▼
As operadoras brasileiras dependem de acordos de interconexão e liquidação de tarifas com operadoras estrangeiras para processar a cobrança de roaming internacional. Esse processo de conciliação entre operadoras de países diferentes gera o atraso, que pode chegar a até 90 dias entre o uso efetivo e o lançamento na fatura do cliente. Na prática, isso significa que uma viagem realizada em janeiro pode gerar uma cobrança de roaming que só aparece na fatura de março ou abril. Esse atraso é o principal motivo pelo qual a contestação de cobranças de roaming é difícil: quando o valor aparece, a viagem já foi esquecida e a reconstrução do contexto (quem viajou, para onde, por quanto tempo) exige consulta a registros de viagens corporativas que muitas empresas não mantêm organizados.
Como a Mobit ajuda a controlar o custo de roaming corporativo? ▼
A Mobit estrutura a gestão completa de roaming corporativo em três frentes. Primeiro, confirma e implementa o bloqueio preventivo de roaming por padrão em todas as linhas da frota, eliminando o risco de cobrança acidental. Segundo, define junto com a empresa uma política de roaming com prazos de solicitação, pacotes padrão por região e processo claro de ativação e desativação por viagem. Terceiro, monitora continuamente o consumo de roaming nas faturas, identificando anomalias e ativações esquecidas que continuam gerando custo após o retorno do colaborador. Para empresas com volume relevante de viagens internacionais, a Mobit também avalia a viabilidade de soluções de eSIM corporativo como alternativa ao roaming tradicional, com potencial de redução significativa de custo e maior previsibilidade orçamentária.
Deixe um comentário