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O toner não é o maior custo da impressora. Descobrir isso muda toda a decisão

O toner não é o maior custo da impressora. Descobrir isso muda toda a decisão

O toner não é o maior custo da impressora. Descobrir isso muda toda a decisão

A maioria das empresas calcula o custo de ter impressora própria assim: preço do equipamento mais valor do toner. Essa conta representa, em média, 20% do custo total de propriedade ao longo da vida útil do equipamento. Os outros 80% estão espalhados por centros de custo que ninguém conecta à impressora: manutenção corretiva imprevisível, tempo de TI gasto em chamado de papel atolado, depreciação do equipamento, compra emergencial de toner fora do horário e o custo de produtividade perdida quando o setor de faturamento fica parado porque a impressora quebrou. Esta simulação coloca todos esses números lado a lado, com valores reais de 2026, para que a decisão entre manter impressora própria ou contratar outsourcing seja feita com a conta completa — não com 20% dela.

Definição objetiva

TCO de impressão (Total Cost of Ownership) é o custo total de propriedade do parque de impressão de uma empresa ao longo do período analisado, incluindo todos os componentes visíveis e ocultos: valor de aquisição do equipamento, custo de suprimentos (toner, papel, peças de reposição periódica como cilindro e fusor), manutenção preventiva e corretiva, depreciação, energia elétrica, tempo de gestão (pesquisa de fornecedores, controle de estoque de toner, abertura e acompanhamento de chamados) e custo de indisponibilidade (produtividade perdida quando o equipamento está em manutenção). O valor de aquisição da impressora representa, em média, apenas 20% do TCO ao longo de 5 anos, e o custo de propriedade pode ser até 3 vezes maior que o preço de compra ao longo de 3 anos. No modelo de outsourcing, o TCO se transforma em mensalidade previsível com escopo definido, eliminando os componentes imprevisíveis e distribuindo o custo de forma linear e gerenciável.

3x
o custo de propriedade de uma impressora pode ser até 3 vezes maior que o preço de compra ao longo de 3 anos, quando todos os componentes do TCO são incluídos na conta
Neolaser 2026
80%
dos custos reais de uma impressora própria estão em componentes que não entram na planilha inicial de compras: manutenção, depreciação, tempo de gestão e custo de indisponibilidade
Gartner / Neolaser 2026
3%
do faturamento anual é o quanto empresas podem gastar com impressão sem controle adequado, segundo levantamentos de mercado — um custo que raramente tem visibilidade no orçamento
Matrix Print 2026

Os 6 componentes do custo real de uma impressora própria

Quando o gestor avalia o custo de manter impressora própria, normalmente enxerga apenas dois itens: o preço do equipamento e o toner. Na prática, existem seis componentes que compõem o TCO real — e quatro deles raramente aparecem em qualquer planilha.

Visível

1. Toner e suprimentos

O componente que todo gestor conhece. Mas o custo real do toner por página costuma ser maior do que o calculado porque o rendimento declarado pelo fabricante (ex: 10.000 páginas) é medido a 5% de cobertura por página. Documentos com tabelas, gráficos ou texto denso têm cobertura de 15% a 30%, reduzindo o rendimento real para um terço do declarado. Além do toner principal, impressoras a laser têm peças de desgaste com ciclo de reposição: cilindro fotossensível, fusor e rolos de alimentação. Cada troca custa de R$ 150 a R$ 400.

Custo mensal típico

R$ 50 a R$ 300

variável por volume e cobertura

Visível

2. Papel

Para empresas que imprimem apenas em um lado da folha, o papel pode ser o maior custo por página. Uma resma A4 de 75g custa entre R$ 25 e R$ 35 em 2026, representando R$ 0,05 a R$ 0,07 por página. Para 3.000 páginas mensais, isso é R$ 150 a R$ 210 só de papel. Impressão duplex automática (frente e verso) corta esse custo pela metade: equipamentos sem duplex automático forçam impressão em um lado por padrão, dobrando o custo de papel desnecessariamente.

Custo mensal típico

R$ 75 a R$ 350

para 1.000 a 5.000 páginas/mês

Parcialmente visível

3. Manutenção corretiva

O componente mais imprevisível. Uma visita técnica para diagnóstico e reparo custa de R$ 150 a R$ 400, sem incluir as peças. Impressoras com mais de 2 anos de uso geram manutenções crescentes: fusores, cilindros e rolos de alimentação atingem o limite de ciclo e precisam de troca. Uma manutenção corretiva em um único mês pode zerar toda a economia que a empresa acreditava ter ao não contratar o outsourcing. Empresas que nunca tiveram problema tendem a não provisionar para manutenção — e são exatamente as que mais se surpreendem com a fatura.

Custo por ocorrência

R$ 150 a R$ 400+

1 a 3 ocorrências por ano em uso médio

Invisível

4. Depreciação do equipamento

Equipamentos de tecnologia perdem valor aceleradamente — cerca de 20% ao ano segundo padrões contábeis. Uma impressora multifuncional de R$ 3.500 vale R$ 700 após 5 anos, mas gerou custos crescentes de manutenção durante esse período. A depreciação raramente entra na comparação “impressora própria vs. outsourcing” que o setor de compras faz, mas representa um custo real que precisa ser contabilizado: o equipamento comprado hoje precisará ser substituído em 3 a 5 anos, gerando novo desembolso de capital.

Custo mensal

R$ 25 a R$ 120

conforme valor e vida útil estimada

Invisível

5. Tempo de gestão

Quem pesquisa preço de toner, controla estoque, liga para a assistência técnica, agenda visita, acompanha o técnico, configura drivers em computadores novos, resolve atolamento de papel e decide qual peça comprar quando a impressora apresenta defeito? Esse tempo tem custo real — e raramente é contabilizado. Estimando conservadoramente 1 hora por mês de um colaborador a R$ 30/h, são R$ 30 mensais por impressora apenas para “administrar” o equipamento. Em TI sênior ou gerência, esse custo multiplica por 3 a 5 vezes.

Custo mensal

R$ 30 a R$ 200

por impressora, conforme cargo responsável

Invisível

6. Custo de indisponibilidade

Quando a impressora do setor de faturamento quebra numa sexta-feira à tarde e o técnico só consegue vir na segunda-feira, quantas horas de trabalho são perdidas? Qual é o impacto para o cliente que precisava receber a nota fiscal? Para contratos de outsourcing com SLA definido, a empresa parceira assume a responsabilidade de resolver ou substituir o equipamento dentro do prazo. Para impressora própria, o custo de downtime é completamente invisível e totalmente da empresa.

Custo por evento

R$ 100 a R$ 1.500+

depende do setor e das horas paradas

Simulação completa: 3 cenários com valores reais de 2026

As simulações abaixo comparam o TCO real de impressora própria versus outsourcing para três perfis de empresa. Todos os valores são baseados em referências de mercado brasileiro verificadas em 2026. A comparação é feita por mês para facilitar a leitura, mas o efeito do TCO se acumula ao longo dos anos.

Cenário 1: Empresa de serviços, 15 colaboradores, 1 impressora multifuncional A4 P&B

Volume: 1.500 páginas/mês

Componente de custo Impressora própria Outsourcing Mobit
Mensalidade / locação R$ 0 (equipamento comprado) R$ 165
Toner (1.500 pág. a CPP R$ 0,08) R$ 120 Incluso
Papel (1.500 pág. × R$ 0,06) R$ 90 Não incluso (igual para ambos)
Manutenção (provisionada: R$ 300/ano) R$ 25 Incluso no SLA
Depreciação (R$ 2.500 ÷ 60 meses) R$ 42 R$ 0 (risco do fornecedor)
Tempo de gestão (1h/mês × R$ 40/h) R$ 40 R$ 0
Custo mensal total (excl. papel) R$ 227 R$ 165
Diferença anual R$ 744 de economia anual com outsourcing
Sem contar o custo de indisponibilidade quando a impressora quebra

Cenário 2: Escritório jurídico, 30 colaboradores, 2 multifuncionais A4 (P&B + colorido)

Volume: 5.000 P&B + 800 colorido/mês

Componente Impressora própria Outsourcing Mobit
Toner P&B (5.000 pág. × R$ 0,07) R$ 350 Incluso
Toner colorido (800 pág. × R$ 0,55) R$ 440 Incluso
Manutenção 2 equipamentos (R$ 600/ano) R$ 50 Incluso no SLA
Depreciação (2 equip. × R$ 4.000 ÷ 60 meses) R$ 133 R$ 0
Tempo de gestão (2h/mês × R$ 60/h) R$ 120 R$ 0
Mensalidade outsourcing (2 equip., alto volume) R$ 600
Custo mensal total (excl. papel) R$ 1.093 R$ 600
Diferença anual R$ 5.916 de economia anual com outsourcing
O colorido é o ponto crítico: 4 toners CMYK vs. custo por página incluso no contrato

Cenário 3: Volume muito baixo — quando a impressora própria pode ser mais econômica

Volume: 300 páginas/mês

Para volumes muito baixos, o custo fixo de um contrato de outsourcing pode superar o custo real da impressora própria. Com 300 páginas mensais e um toner básico de R$ 60 que rende 2.000 páginas, o custo de toner é de apenas R$ 9 por mês. Somando papel (R$ 18) e depreciação estimada (R$ 15), o custo real fica em torno de R$ 42 mensais. Um contrato de outsourcing com mensalidade mínima de R$ 140 a R$ 165 não se justifica financeiramente nesse volume.

O ponto de equilíbrio para o outsourcing se justificar financeiramente está, em média, acima de 800 a 1.000 páginas mensais por equipamento. Abaixo desse volume, com equipamento simples e toner básico, a impressora própria pode ter TCO menor do que a mensalidade mínima de qualquer contrato de outsourcing.

CAPEX vs. OPEX: o argumento fiscal que o CFO precisa ouvir

A decisão entre comprar (CAPEX) e locar/outsourcing (OPEX) não é apenas operacional — tem impacto direto no balanço contábil e na carga tributária de empresas no Lucro Real.

Dimensão Compra (CAPEX) Outsourcing (OPEX)
Impacto no caixa Alto desembolso imediato de capital (ex: R$ 8.000 para 2 multifuncionais) Custo diluído em mensalidades — capital imediato preservado para investimentos no negócio
Tratamento contábil Ativo imobilizado que sofre depreciação anual de 20%. Entra no balanço como ativo, mas perde valor sistematicamente Despesa operacional (OPEX). Não entra como ativo no balanço. Melhora os índices de liquidez
Dedução fiscal (Lucro Real) Apenas a depreciação anual (20% do valor) é dedutível. Processo lento e parcial Mensalidade integral dedutível da base do IRPJ e CSLL. “O governo ajuda a pagar o contrato”
Risco de obsolescência 100% da empresa. Em 3 a 4 anos, o equipamento envelhece e os custos de manutenção sobem Do fornecedor. A empresa usa equipamentos sempre atualizados sem novo desembolso
Flexibilidade operacional Rígida: empresa fica “presa” aos equipamentos comprados. Crescimento exige novo CAPEX; retração gera ativos ociosos Elástica: parque ajustável conforme a demanda. Expansão e contração sem impacto em ativo imobilizado
Descarte de equipamento Responsabilidade da empresa: descarte de resíduo eletrônico e toner (custo de R$ 200+ por equipamento, com risco de multa ambiental) Do fornecedor, com logística reversa e descarte certificado conforme Política Nacional de Resíduos Sólidos

Para o CFO: o TCO de 5 anos pode ser similar, mas o cash flow não é

Apesar do custo total em 5 anos poder ser próximo entre os dois modelos dependendo do perfil da empresa, o outsourcing converte CAPEX em OPEX, liberando o capital inicial para outros investimentos e trazendo previsibilidade de custos que o modelo de compra simplesmente não oferece. Para empresas em fase de crescimento, onde capital de giro é crítico, a preservação de R$ 8.000 a R$ 20.000 que seriam gastos na compra de equipamentos pode ter valor estratégico muito além da comparação de custo operacional.

Quando a impressora própria ainda faz sentido

O outsourcing não é a resposta certa em 100% dos casos. Existem situações específicas em que manter impressora própria é a decisão mais racional.

Cenário Recomendação Motivo
Volume abaixo de 800 páginas/mês Pode valer a pena manter própria Custo fixo mínimo do contrato pode superar o custo real de imprimir pouco com equipamento simples
Impressão de uso muito específico (etiqueta, cartão, cheque) Avaliar caso a caso Impressoras especializadas podem não estar no catálogo do outsourcing padrão. Verificar disponibilidade do equipamento
Empresa no Simples Nacional com impressão básica Comparar sem benefício fiscal A vantagem OPEX/dedução fiscal do outsourcing não se aplica no Simples Nacional. Compare apenas o custo operacional
Equipamento recém-comprado e em garantia Aguardar fim da garantia Durante a garantia, o custo de manutenção é zero. O momento ideal de migrar para outsourcing é quando a garantia expira e os custos de manutenção passam a crescer

Os 7 sinais de que o parque de impressão precisa de revisão

1

Manutenção corretiva aconteceu mais de uma vez nos últimos 12 meses

Frequência crescente de manutenção é o sinal mais claro de que o equipamento está envelhecendo e os custos tendem a aumentar, não a diminuir.

2

Algum setor já ficou parado aguardando manutenção ou reposição de toner

Quando a impressora do setor de faturamento para, a empresa tem custo real de indisponibilidade que ninguém quantificou mas todo mundo sentiu.

3

Ninguém sabe exatamente quanto a empresa gasta com impressão por mês

Se o custo de impressão está distribuído entre compras de toner, chamadas de manutenção e depreciação sem nunca ser consolidado, a empresa não tem controle e provavelmente está gastando mais do que imagina.

4

Há mais de 3 impressoras de marcas ou modelos diferentes no parque

Parque heterogêneo significa múltiplos tipos de toner, múltiplos drivers para instalar, múltiplos fornecedores de manutenção e nenhuma escala para reduzir custo em nenhum componente.

5

TI dedica tempo regular a configurar drivers ou resolver problemas de impressora

Quando o analista de TI é convocado para trocar toner ou desatolhar papel, a empresa está pagando custo de analista de TI para fazer trabalho de operador de impressora. Esse custo de oportunidade raramente é calculado.

6

A empresa comprou impressora colorida mas usa mais de 90% das impressões em P&B

Impressora colorida tem custo de aquisição e de manutenção significativamente maior. Se o volume de impressão colorida não justifica o equipamento, a empresa está pagando premium sem necessidade.

7

O equipamento tem mais de 3 anos e o custo de manutenção vem subindo

Impressoras têm curva de custo crescente depois do segundo ou terceiro ano de uso. Peças ficam mais difíceis de encontrar, a garantia expirou e a frequência de problemas aumenta. É o momento exato em que o outsourcing passa a ser financeiramente mais vantajoso.

Como fazer a comparação correta antes de decidir

Para comparar impressora própria e outsourcing com a conta completa, o processo tem quatro etapas. Pular qualquer uma delas significa chegar a uma conclusão com informação incompleta.

As 4 etapas da comparação justa entre impressora própria e outsourcing

1

Levantamento atual

Some todos os gastos com impressão dos últimos 12 meses: compras de toner, papel, manutenções, peças e qualquer custo avulso relacionado a impressoras. Divida por 12 para ter o custo mensal real. Esse número raramente está consolidado em nenhum centro de custo — precisa ser montado manualmente.
2

Custo de depreciação

Para cada equipamento, calcule: valor de compra dividido pela vida útil estimada em meses. Adicione ao custo mensal do passo 1. Se o equipamento foi comprado há 3 anos, considere também o custo de substituição nos próximos 2 anos e inclua como provisão mensal.
3

Custo de gestão

Estime quantas horas por mês são dedicadas à gestão das impressoras (compra de suprimentos, controle de estoque, chamados de manutenção, configuração de drivers). Multiplique pelo custo-hora do colaborador responsável. Adicione ao total.
4

Comparação real

Compare o TCO mensal calculado nos passos 1 a 3 com a proposta de outsourcing que inclua o mesmo escopo. A proposta de outsourcing deve cobrir: equipamentos equivalentes em capacidade, manutenção preventiva e corretiva, suprimentos (toner), software de bilhetagem e SLA de atendimento. Se a proposta não inclui algum desses itens, acrescente o custo estimado na coluna do outsourcing antes de comparar.

Próximo Passo

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Perguntas frequentes sobre impressora própria vs. outsourcing

Qual o custo total de uma impressora própria para empresa?
O custo total de uma impressora própria para empresa inclui seis componentes que precisam ser somados para obter o TCO real: toner (variável conforme volume e cobertura real das páginas), papel (R$ 0,05 a R$ 0,10 por página), manutenção corretiva (R$ 150 a R$ 400 por ocorrência, com frequência de 1 a 3 vezes ao ano em uso médio), depreciação do equipamento (valor de compra dividido pela vida útil em meses), tempo de gestão (horas mensais dedicadas à administração da impressora multiplicado pelo custo-hora do responsável) e custo de indisponibilidade (horas paradas quando o equipamento está em manutenção). O valor de aquisição do equipamento representa apenas 20% do TCO ao longo da vida útil, e o custo de propriedade pode ser até 3 vezes maior que o preço de compra ao longo de 3 anos. A maioria das empresas considera apenas o toner na avaliação, subestimando o custo real em 40% a 80%.
Vale mais a pena comprar ou alugar impressora para empresa?
Para a maioria das empresas com volume de impressão acima de 1.000 páginas mensais, o outsourcing ou a locação com suprimentos inclusos tende a ser mais vantajosa do que a compra quando o TCO completo é calculado. O outsourcing elimina os custos imprevisíveis de manutenção, inclui suprimentos na mensalidade, libera capital que seria imobilizado na compra e transforma o gasto de CAPEX em OPEX (com vantagem fiscal para empresas no Lucro Real). Para volumes abaixo de 800 páginas mensais, o custo fixo mínimo de um contrato de outsourcing pode superar o custo real de imprimir pouco com equipamento simples próprio. O ponto de virada é diferente para cada empresa e depende do volume, do tipo de impressão (P&B ou colorido), do número de equipamentos e do regime tributário. A comparação correta exige calcular o TCO real da situação atual — somando manutenção, depreciação e tempo de gestão — antes de comparar com qualquer proposta de outsourcing.
Qual a vantagem fiscal do outsourcing de impressão sobre a compra?
Para empresas no Lucro Real, a mensalidade do outsourcing ou da locação de impressoras é lançada integralmente como despesa operacional (OPEX) e pode ser deduzida da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, reduzindo o imposto devido proporcionalmente. Na compra (CAPEX), o equipamento entra no ativo imobilizado e apenas a depreciação anual (20% do valor) é dedutível, de forma lenta e parcial. Na prática, uma empresa no Lucro Real que paga R$ 600 mensais em outsourcing tem uma dedução de R$ 7.200 por ano na base tributária. O mesmo valor gasto na compra de impressoras geraria uma dedução anual de apenas 20% do valor de compra, progressivamente ao longo de 5 anos. Além da dedução fiscal, o outsourcing melhora os índices de liquidez da empresa no balanço patrimonial porque não há passivos atrelados ao financiamento de equipamentos nem ativos imobilizados depreciando. Para empresas no Simples Nacional, essa vantagem fiscal não se aplica da mesma forma — consulte o contador para a análise específica do regime.
Quando o outsourcing de impressão não vale a pena?
O outsourcing de impressão pode não ser financeiramente vantajoso em quatro situações específicas. Volume muito baixo: empresas que imprimem menos de 800 páginas mensais no total podem ter custo real menor com impressora própria simples, porque o custo fixo mínimo do contrato de outsourcing supera o custo variável de imprimir pouco. Empresa no Simples Nacional com impressão básica: a principal vantagem financeira do outsourcing (conversão de CAPEX em OPEX com dedução integral no Lucro Real) não se aplica da mesma forma nesse regime. Equipamento recém-comprado e em garantia: durante a garantia do fabricante, o custo de manutenção é zero, o que elimina um dos principais componentes de custo que o outsourcing remove. O momento ideal de migrar para outsourcing é quando a garantia expira. Impressão de tipo muito específico não coberto pelo catálogo padrão do fornecedor: equipamentos de nicho como impressoras de etiquetas, cartões ou cheques podem não estar disponíveis nos contratos padrão de outsourcing.

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